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A questão energética na sociedade eletrônica |
Autor: Leonildo Dias Garcez Correa Bento de Jesus e Silva
Iluminet Corporation e Iluminet Foundation
A questão energética em uma sociedade eletrônica é o ponto fundamental. Principalmente porque esta nova sociedade será movida por grandes quantidades de energia. Energia que virá de múltiplas fontes, de forma sustentável e autosuficiente, ou seja, mesclando diversas fontes de produção de energia com baterias de alta capacidade e formas de transmissão com poucas perdas, a questão energética, na sociedade eletrônica, será resolvida adequadamente.
Portanto, a energia é o elemento principal de todas as estruturas do futuro. E essa energia advém das mais variadas fontes: mineral, hidrelétrica, eólica, solar, biocombustíveis, hidrogênio, lixo orgânico, etc.
Inclusive, há formas bem avançadas para geração de energia. Por exemplo, a possibilidade de geração de energia usando o movimento de veículo nas ruas e rodovias, ou seja, aplica-se uma película no asfalto e o movimento de veículo, sobre essa película, gera energia.
Contudo, o principal fator não está só na produção de energia, ou nos modelos de mesclagem, mas principalmente no armazenamento e na transmissão. Portanto, o desenvolvimento de baterias de alta capacidade e o desenvolvimento de formas eficientes de transmissão, sem perdas consideráveis por aquecimento, constituem pontos importantes na solução da questão energética.
Atualmente, as linhas de transmissão de energia ocasionam perdas consideráveis pelo aquecimento dos cabos. Logo, encontrar formas eficientes de transmissão representa economia e mais disponibilidade de energia para o consumo.
Sobre a eficiência das baterias, é válido considerar a idéia de que o carvão, o petróleo e o urânio são formas de armazenamento de energia, ou seja, são baterias naturais.
Por isso, analisando a estrutura de armazenamento de energia nesses elementos, por exemplo, na pastilha de urânio (pastilha de centímetros equivale a toneladas de carvão) pode-se construir baterias com mais capacidade e eficiência. A idéia é ver como a energia é depositada nessa pastilha e remontar essa estrutura em uma bateria recarregável.
Inclusive, pode-se pensar na possibilidade de se construir pequenos reatores nucleares para automóveis e residências. Certamente, excluindo o risco de explosão nuclear desses equipamentos e resolvido o problema do lixo nuclear.
A idéia é ter dispositivos eficientes que permitam, por exemplo, que toda a energia produzida ou capturada seja armazenada para uso, sem nenhuma perda. Por exemplo, toda a energia capturada por painéis solares, durante o dia, seja armazenada, em baterias, para uso posterior.
Portanto, haverá baterias de alta eficiência nas residências, nas indústrias, nos veículos e nas centrais de produção, armazenamento e transmissão de energia.
Haverá também os postos de reabastecimento de energia dos veículos nas estradas, ruas e rodovias (texto abaixo). Porém, considerando que os veículos serão quase autosuficientes, ou seja, terão gasto mínimo de energia, esses postos não serão tão comuns quanto os atuais.
Outro ponto importante é a construção de um carregador universal para a baterias, ou seja, um carregador que permita armazenar energia independentemente da fonte energética, seja de painéis solares, seja da tomada de energia hidrelétrica, seja de um gerador movido a biocombustível ou lixo orgânico.
Certamente, aplicando o princípio da autosuficiência, ou seja, conforme a energia vai sendo gasta, vai sendo reposta, essa bateria pode durar décadas, sem descarregar totalmente.
Há também a questão das ruas, avenidas e rodovias que devem ser construídas, nas grandes cidades, usando a tecnologia que gera energia pela movimentação dos veículos. Seja ao longo de um trecho extenso, seja apenas em parte dele.
Também é válido considerar as diversas formas de condução da energia, buscando determinar as mais eficientes e econômicas que evitem desperdício e perdas por aquecimento.
Atualmente, é possível conduzir energia das seguintes formas:
1- baterias;
2- cabos metálicos de transmissão em postes, torres, etc - atuais linhas de transmissão;
3- cabos de transmissão instalados em túneis ao lado de ruas e rodovias;
4- transmissão via antenas (ondas eletromagnéticas).
Inclusive, é preciso considerar a condução dos cabos de fibra ótica por túneis ou aéreo.
Outro ponto a ser analisado é a necessidade de preservar a paisagem natural dos grandes centros urbanos que, atualmente, encontra-se congestionados por emaranhados de fios e cabos passando pelos postes na beira das ruas e avenidas. Nesse caso, a melhor solução é a condução dos cabos e fios em túneis na beira das ruas e avenidas.
Além disso, é preciso considerar as antenas de transmissão de dados (celular, internet, etc) que também ocupam o espaço aéreo. Em outras palavras, as redes que usam cabos seguem em túneis. As redes que usam antena seguem no ar.
É preciso considerar também as possibilidades de transmissão de energia elétrica por antenas, sem a existência de cabos - modelo raios - analisando as porcentagens de perdas energéticas na trajetória. Inclusive, já é possível recarregar baterias usando esse sistema.
Também é válido considerar as possibilidades de construção de cabos, para transmissão de energia, feitos de polímeros. Inclusive, é preciso analisar se esses novos cabos, na transmissão de energia elétrica, são mais eficientes do que os cabos metálicos, ou seja, se ocasionam perdas menores por aquecimento, menor resistência elétrica.
Outra possibilidade é a condução de energia por canos ou dutos cheios de substâncias (líquidos ou gel) que conduzam eletricidade sem perdas por aquecimento, menor resistência elétrica.
Em outras palavras, não há necessidade de usar apenas fios metálicos, mas deve-se considerar as possibilidades, para evitar perdas ao longo do trajeto, de transmissão de energia usando canos ou dutos com substâncias condutoras, cabos de polímeros e transmissão de energia no ar.
O ponto mais importante é observar que as empresas de energia (centrais elétricas) não apenas trabalharão administrando redes de energia, mas, principalmente, desenvolvendo formas eficientes de produção, armazenamento e transmissão de energia, seguindo as idéias de autosuficiência e cultura da sustentabilidade.
Novos postos de combustíveis
As energias renováveis fomentam um mercado bilionário e, além de ajudar o planeta, serão o ponto essencial da nova economia.
Considerando a instalação da economia verde, assim como dos veículos, ônibus, caminhões e máquinas movidas a eletricidade, o negócio dos postos de combustíveis muda de estrutura.
Apesar desses equipamentos terem um gasto mínimo terão que ser reabastecidos. Nesse sentido, a instalação dos postos de reabastecimento em locais estratégicos serão um dos negócios da nova economia.
Certamente, esses locais estratégicos podem ser lugares onde a energia vendida possa ser capturada e armazenada facilmente. Por exemplo, locais de geração de energia eólica, energia solar, geradores movidos a biocombustíveis, lixo orgânico, etc.
Além disso, se observa que esses postos não precisam adquirir energia de ninguém. Basta os donos dos lugares adquirirem os equipamentos geradores e carregarem as baterias para venderem a energia capturada.
Certamente, esse negócio depende da instalação dos veículos, ônibus, caminhões, navios, trens, etc movidos a eletricidade. Além desses equipamentos, os postos geradores podem vender a energia que geram para o governo, para indústrias, residências, etc, diversificando e ampliando o rol de clientes.
Também será um bom negócio o comércio de equipamentos geradores de energia renovável (eólica, solar, biocombustíveis, etc).
É válido observar ainda que a proliferação de pequenos postos de geração de energia, incluindo o excedente gerados pelas residências das grandes cidades, se bem administrada, resolve o problema futuro do fim dos grandes potenciais energéticos. Por exemplo, dos potencias hidráulicos, carvão, petróleo, urânio, etc.
E, deve-se considerar, que essas idéias se baseiam na produção de energia limpa e renovável.