Desmatamento e poluição

Autor: Leonildo Dias Garcez Correa Bento de Jesus e Silva

Iluminet Corporation e Iluminet Foundation

 

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As pessoas estão sendo atraídas para a floresta por causa do desmatamento. Elas sabem que o desmatamento necessita de mão-de-obra e que vai dar-lhes oportunidades. Mais do que isto, quem desmata sabe que será anistiado futuramente, por isso não se preocupa em continuar desmatando e destruindo a floresta.

Portanto, a solução para o caso é:

1) proibir imediatamente todos os tipos de desmatamento. E tipificar a conduta "desmatar" com confisco, não daquilo que foi desmatado, mas do patrimônio pessoal de quem desmata. Somente deve ser admitida a exploração da floresta que não envolva o desmatamento ou a derrubada de árvore. Se for terminantemente proibido desmatar e a pena para quem desmata pesada, a floresta será preservada e encontrarão outro modo de explorá-la sem destruir.

2) proibir a entrada de máquinas nas áreas que foram desmatadas ou máquinas utilizadas para o desmatamento em áreas de floresta, assim como retirar, imediatamente, desta áreas estes tipos de máquinas. Sem máquinas que derrubam a floresta não há desmatamento, pois apenas com pessoas e machado ninguém consegue derrubar a florestas. Logo, a retirada imediata dos maquinários desta área, assim como o bloqueio, nas entradas, para impedir a entrada de máquinas utilizadas para desmatar inibem a ação do homem contra a floresta.

3) a proibição deve ser contínua e permanente. Sem possibilidade de suspensão, revogação ou anistia. A floresta amazônica não é lugar para a agricultura tradicional. Não é lugar de platation ou de latifúndios. As terras públicas devem ser exploradas coletivamente.

4) Inclusive eu defendo que seja proibida, definitivamente, o estabelecimento de qualquer tipo de propriedade particular nas terras da Amazônia. A floresta não deve pertence a nenhuma pessoa particular. São terras que pertence ao Povo brasileiro e somente pode ser exploradas coletivamente, pela coletividade. Assim, os lucros obtidos pela exploração da floresta devem ser distribuídos em partes iguais entre todos os moradores da localidade. Incluindo nesta divisão os royalties obtidos com produtos da floresta.

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Brasil, EUA e China se comprometeram a fazer cortes nas emissões de co2. Esse "se comprometeram" é um avanço, porém, não resolveu a incerteza. Ao invés de dizerem que se comprometem deveriam dizer "faremos um corte de x% nas emissões de poluentes".

É um erro pensar que cortes nas emissões de poluentes prejudicam o desenvolvimento do país. Basta observar que existem setores da economia que são altamente poluentes e pouco produtivos, ou seja, esses setores não tem uma representação significativa no crescimento da economia.

Inegavelmente, é nesse setores, altamente poluentes e pouco representativos para a economia, que os governos devem lascar as tesouras de cortes de emissões de poluentes. Inclusive, pode-se pensar na possibilidade de substituir as tecnologias desses setores por equipamentos que não poluentes.

Essa substituição de tecnologias, não causa impacto negativo na economia do país, pelo contrário aquece a economia, pois equipamentos não poluentes terão que ser produzidos, etc.

Além disso, também ouvi falar que os países ricos pensam em dar dinheiro para os países pobres reduzirem a poluição que geram. Considero isso um erro. Dar dinheiro para países pobres é dar dinheiro para a corrupção. O dinheiro vai ser desviados para contas pessoais dos burocratas e governantes desses países.

Ao invés de dar dinheiro, é melhor constituir uma equipe de pesquisadores e engenheiros que estudem e analisem os principais pontos de poluição nos países pobres, determinando a melhor solução, em seguida usam o dinheiro, disponibilizado pelos países ricos, para adquirir as tecnologias necessárias e implantá-las nos setores poluentes dos países escolhidos, ensinando os nativos a operarem essas tecnologias. Também devem ensiná-los a produzir tecnologias limpas, assim como projetos de recuperação ambiental, etc.

O melhor caminho é dar educação, saberes e conhecimentos. Dar dinheiro aos governantes locais para que façam isso, é inócuo e irrelevante, pois o dinheiro vai parar nas mãos do corruptos que preferem utilizá-los para projetos pessoais ou particulares.

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Antes da cúpula de Copenhaque sobre o clima, alguns governantes haviam se comprometido a cortar parte de suas emissões de poluição. Contudo, como já disse, é preciso muito mais do que isso. É preciso ações efetivas de controle da poluição, dos desmatamentos, enfim, é preciso estabelecer metas claras e de ações imediatas no curto prazo.

Estabelecer metas para períodos longos é desculpa para não fazer nada. Períodos longos não são fiscalizados ou monitorados, dessa forma a poluição e destruição do meio-ambiente continua na prática. É preciso metas claras e objetivas para o curto prazo.

Além disso, como já disse, a eliminação da poluição e da destruição ambiental constitui uma oportunidade para os países e não um fator que inibe o desenvolvimento. Basta observar que a sustentabilidade gera e alimenta um amplo mercado, assim como promove a substituição de tecnologias poluentes, antigas e ineficientes por outras mais limpas, econômicas e eficientes.