A evolução da identificação pessoal

Autor: Leonildo Correa - Instituto Iluminet Br@sil

 

Em um futuro próximo, isso pode ser feito no curto prazo, não existirá mais documentos pessoais feitos de papel (rg, cpf, carteira de motorista, cartão bancário, chaves de casa e carro, etc). Essas identificações serão substituídas pela leitura ótica das mãos e íris dos olhos.

Portanto, o futuro dos documentos pessoais começa com o desenvolvimento da identificação por leitura de mãos (impressão digital), leitura dos olhos (íris), leitura de raio x,  análise genética, etc. Isso significa que o desenvolvimento e a simplificação da tecnologia dos scanners óticos substituirão os documentos e chaves de acesso no futuro.

A primeira aplicação aparece nos carros de passeio. A maçaneta da porta dos carros podem ser equipadas com scanners que faz leitura de digitais. Assim, quando a pessoa pega na maçaneta para abrir a porta do veículo, o scanner lê e confirma as digitais, abrindo a porta do veículo. Logo, quem não possui as digitais cadastradas para dirigir aquele veículo jamais conseguirá dirigi-lo.

A segunda aplicação dessa tecnologia pode ser feita nos volantes, ou seja, quando a pessoa põem as mãos no volante do veículo, o scanner do volante lê as digitais e liga o carro. Logo, quem não tem as digitais cadastradas, além de não conseguir abrir as portas, não conseguirá ligar o veículo.

O ladrão que rouba o veículo, obrigando o motorista a abrir as portas, não conseguirá dirigi-lo, pois o volante não reconhece as digitais do ladrão. Se o meliante obriga o motorista a colocar as mãos no volante para ligar o veículo, quando este retira as mãos, o carro, automaticamente, desliga. Pois para dirigi-lo a pessoa deve manter as mãos no volante.

Portanto, nem mesmo quem arrombou as janelas e invadiu o carro conseguirá dirigi-lo. Com isso o número de furtos e roubos cairá drasticamente. Sem contar que a pessoa não precisará mais de chaves de metal para abrir as portas do carro ou para ligá-lo.

O sistema de cadastro de motoristas, para dirigir o carro, pode ser feito na residência do motorista por meio do scanneamento das digitais, em um equipamento personalizado, e transferência dos dados para o computador de bordo do veículo.

Outra aplicação dessa tecnologia são as residências que podem ter esses equipamentos de leitura ótica instalados ao lado das portas de entrada, assim como câmeras leitoras de íris. Com isso, somente quem está cadastrado no sistema conseguirá abrir as portas da residência, eliminando-se o uso de chaves de metal com baixa segurança.

Certamente, hoje essas tecnologia de leitura ótica já existem, porém elas não tem essas aplicações. O uso atual se restringe a repartições públicas de alta segurança e de acesso restrito. O projeto, portanto, é tornar essa tecnologia comum no dia-a-dia das pessoas.

Nos caixas eletrônicos, esse sistema substituirá o uso de senhas e cartões magnéticos. A instalação desses scanner óticos no local de leitura dos cartões magnéticos trará muito mais confiabilidade na identificação dos usuários, ou seja, não vai adiantar roubar o cartão e a senha, pois somente a pessoa com a digitais e a íris cadastradas acessará o sistema para movimentar a conta.

Esse mesmo sistema substitui os cartões de crédito, ou seja, ao invés das lojas e instituições comerciais terem uma maquininha que lê cartão de crédito, terão uma maquininha que lê digitais e íris dos seus clientes. Assim, as possibilidades de fraudes com cartões de crédito ou cartões bancários serão eliminados, pois não haverá mais cartão de crédito e nem cartões bancários.

O ponto aqui central é: onde tem máquina que lê cartão, pode ter máquina que lê impressão digital ou a íris dos olhos. Logo, as máquinas que lêem cartões podem ser substituídas pelas máquinas que lêem impressão digital ou a íris dos olhos.

Não só aumentará a confiabilidade do sistema como representará uma economia gigantesca para os bancos, pois não haverá mais a necessidade de imprimir cartões e desenvolver tecnologias e chips que tornem esses instrumentos seguros. A própria pessoa carrega consigo a identificação de acesso. Essa identificação não estará em um papel ou em um cartão. Considerando que uma pessoa é diferente da outra, basta usar os scanner de leitura para fazer as identificações pessoais.

Havendo um cadastro nacional de pessoas físicas, cada repartição pública precisará apenas ter esses equipamentos de scanner para acessar o banco de dados do governo e confirmar a identificação da pessoa. Com isso se elimina completamente a necessidade de emitir documentos como identidade, CPF, carteira de trabalho, carteira de motorista, etc.

Não haverá mais a necessidade de ter documentos impressos ou cartões magnéticos que contenham dados sobre a pessoa. Basta ter um scanner ótico, que faz a leitura das mãos e da íris da pessoa, para acessar o banco de dados e confirmar a sua identificação. Assim, na receita federal a identificação abre dados fiscais; no DETRAN abre dados sobre a habilitação do motorista; nas delegacias de polícia e carros de polícia abre dados sobre criminalidade; nas universidades abre dados da vida acadêmica da pessoa, etc.

Certamente, somente as pessoas competentes terão acesso sobre as informações consideradas sigilosas, etc, ou seja, não é porque alguém tem um scanner que lê digitais e íris que terá acesso a todos os dados pessoais da pessoa. Cada repartição pública agrega à identificação da pessoa as informações de sua competência, mantendo esses dados restritos no âmbito dessa repartição. Informações policiais não são acessadas na receita federal; informações trabalhistas não são acessadas na polícia, etc. Cada órgão acessa apenas as informações de sua competência. Contudo, o banco de dados de identificação é o mesmo.

O ponto central aqui é a economia com impressão de documentos de papéis e plástico. Esses documentos não serão mais necessários, uma vez que cada repartição pública, bancos, empresas, etc tenha um scanner ótico para leitura de digitais e íris terá acesso às informações de cada pessoa que seja de sua competência. Certamente, se a pessoa for lá e colocar as mãos no scanner que está com eles. O que acontecerá, só e somente só, se a pessoa estiver fazendo um negócio que envolva a competência de tal instituição.

Esse mesmo sistema pode ser aplicado nas repartições públicas para identificação dos servidores públicos, inclusive, esse é o modelo ideal para identificar servidores que acessam e trabalham com dados sigilosos, seja dos cidadãos, seja do Estado. Com isso se elimina a necessidade de imprimir crachás, cartões de acesso e criar banco de dados com senhas. Logo, mais economia para o Estado.

O mesmo se aplica às empresas que, usando esse sistema, não precisam imprimir crachás, cartões de acesso, etc. Inclusive, o pagamento de vale transporte e vale refeição, que usam cartões magnéticos ou tickets, podem usar esse sistema . Basta que os mercados e restaurantes, que aceitam os vale-refeição, tenham o sistema de identificação e acesso ao banco de dados das operadoras, responsáveis pela emissão dos benefícios. Assim como, basta que os ônibus, trens e metrôs tenham o sistema de leitura para identificar o beneficiário do vale transporte para descontar o valor da passagem.

Inclusive, os vale-transporte de estudantes, pessoas com mais de sessenta anos, etc, podem usar o mesmo sistema. Considerando que os ônibus estarão equipados com máquinas de identificação, basta a pessoa entrar no ônibus, colocar a mão na máquina leitora, para ter o acesso liberado. Isso também substitui os cartões magnéticos recarregáveis, usados no transporte público. Para isso basta a pessoa comprar créditos para a própria conta. Conta que é acessível, ao invés de usar cartões, por meio de identificação das digitais ou da íris.

Além de eliminar os custos com impressão desses cartões e tickets, seja de vale-transporte, seja de vale-refeição, eliminar-se-á também as fraudes e o mercado paralelo que comercializam esses benefícios.

Considerando que a pessoa nunca esquece, perde ou extravia as mãos ou a íris dos olhos, assim como esses membros do corpo humano não podem ser roubados ou furtados, eliminar-se-á completamente o problema de perdas, roubos, furtos, etc, existentes nessa área. Logo, os custos com reimpressão, boletins policiais, etc, decorrentes da expropriação violenta desses bens, são completamente eliminados.

Isso também se aplica nas identificações usadas na internet. Ao invés de se ter certificação digital em cartão, pode-se ter certificação digital baseada na leitura das mãos ou íris. Basta que cada computador, que tenha acesso à internet, tenha o scanner adequado e uma câmera instalada. Esta última é comum na maioria dos computadores. Assim, ao invés da pessoa digitar login e senha terá apenas que olhar para a câmera e colocar as mãos no scanner. O sistema faz a identificação da pessoa e libera o acesso.

Considerando a confiabilidade desse sistema, que é usado nos sistemas de segurança máxima, a tendência é que ele seja adotado como padrão nas transações comerciais realizadas na internet, principalmente, considerando que substituirá os cartões de crédito, cartões de acesso a conta bancária, etc. Logo, a forma será esta forma de identificação usada nos pagamentos via internet.

Neste último caso o scanner leitor de mãos e a câmera leitora de íris estarão acoplados no computador que está instalado na residência do cidadão. Com isso, surgem outras possibilidades de aplicação. Por exemplo, uso dessa identificação, que é a mais segura, nos sistemas de trabalho a distância, seja do governo eletrônico, seja nas empresas que usam essa forma de trabalho.

Também é o meio adequado de identificação para os veículos dirigidos a distância, ou seja, após a identificação do motorista, no computador de trabalho instalado na residência, o sistema liga o veículo que está na rua. Usando uma freqüência específica com sinal criptografado, isso impedirá o acesso de terceiros ao veículo.

Também é válido apontar a redução da burocracia e a eliminação das famigeradas autenticações de documentos.

Enfim, o único documento que pode restar é o passaporte, pois, sendo um documento de viagem para outros países, pode existir nações atrasadas tecnologicamente que ainda não adotaram tal sistema e estarão paradas nos séculos passados. 

 

Certificação digital em cartão é estupidez

 

É uma estupidez fazer certificação digital em cartão. O futuro é certificação digital baseada em impressão digital e não em um cartão de plástico com um chip que tem que ser revalidado de tempo em tempo.

Impressão digital em cartão de plástico com um chip, além de poluir o meio ambiente, alimenta a indústria de inutilidade, qual seja, a revalidação do cartão de tempo em tempo. Por que um cartão com um chip se a pessoa tem uma mão que permanece com ela a vida toda, ou seja, a impressão digital não muda.

Basta usar um escaner para ler as digitais e, caso queiram mais segurança, combinar as digitais com data e hora para se ter uma certificação precisa e segura para qualquer lugar onde exijam identificação.