Estamos perdendo tempo escrevendo e adiantando os nossos planos, métodos e as nossas ações. Por isso, a partir de agora sem conversa, logo a recomendação é: agir na surdina, surpreender o inimigo, atacá-lo enquanto dorme. Eu cansei de escrever. Está na hora de começar a fazer as coisas acontecerem. Mas antes disso vou escrever dois manuais:
1 -- Manual de guerrilha e terrorismo para as periferias e favelas;
2 -- Governo Pós-revolução.

Eu tenho um lugar reservado na História. Eu preferia que fosse ao lado de Gandhi ou Luther King, mas tudo indica que será ao lado de Stálin ou Hitler.  Nós não escolhemos o lugar, é a realidade que nos coloca nele. É a realidade quem determina o papel que iremos desempenhar.

Pessoas ignorantes e obtusas pensam que texto na internet é aula virtual. Pessoas ignorantes e obtusas pensam que Curso a distância democratiza o conhecimento. Pessoas ignorantes e obtusas pensam que Ensino Público Gratuito via Internet é colocar texto na internet. Exatamente esse tipo de gente, lá na década de 50, tentaram impedir a USP de adquirir o primeiro computador. "Os físicos eram contra os computadores; não enxergavam que eles iam revolucionar a ciência," conta o Professor Schenberg. Por isso, pessoas ignorantes e obtusas, incluindo jornalistas que só falam besteira, devem ficar longe, bem longe, da ciência, da tecnologia e das áreas de inovação. Quem olha para uma floresta e vê apenas carvão e lenha não pode tomar conta da floresta...

O Projeto OCW-USP multiplica exponencialmente o retorno social da USP, ou seja, a USP distribuirá gratuitamente, para toda a sociedade brasileira, a sua matéria-prima mais valiosa: o conhecimento e os saberes que transmite aos seus alunos.

Contudo, a implementação deste Projeto tem sofrido uma série de sabotagens e ataques de funcionários e professores da USP que não querem que a Universidade seja aberta para a coletividade, pois isso atrapalha os negócios particulares que eles mantém aqui dentro. É o mesmo pessoal que impede a adoção da política de cotas e a ampliação do número de estudantes de Escolas Públicas na USP.

Além disso, este Projeto OCW-USP fecha definitivamente as portas para quaisquer idéias de privatização da USP e transforma esta Universidade em um centro de formação da coletividade.

Fechar o Congresso e implantar a Democracia Direta

Essa seria uma boa saída para o caso do Renan e para pôr fim a toda essa lambança que está ocorrendo no Congresso Nacional. Contudo, não é possível fazer isso hoje, pois apenas trinta milhões de pessoas, em um universo de cento e oitenta milhões, tem acesso à internet. Além disso, ainda vivemos em um país com um grande número de analfabetos e excluídos, ou seja, a implantação da Democracia Direta em um cenário como esse levaria a um completo desvirtuamento do modelo de governo popular. Sem contar que, ao invés de aumentar o poder da coletividade, iria reduzi-lo enormemente, pois os grupos dominantes e as mídias assumiriam o controle completo, ou seja, passariam a controlar e a manipular a vontade popular, por meio da informação transmitida.

A Democracia Direta funciona em um cenário de baixa desigualdade, muita educação e muita tecnologia. Os cidadãos, em um cenário como esse, teriam meios para contraditar as informações midiáticas e questionar as ações camufladas dos grupos dominantes. Assim, quem viu algo de errado conta para os outros e toda a coletividade toma conhecimento do fato, independentemente, do bloqueio da mídia de massa. Quem quer saber basta acessar a internet para ficar sabendo.

Por isso, não é possível enfraquecer ainda mais o poder do Congresso atual. Temos que proteger, nesse momento, a Democracia Representativa para que possamos, no futuro, evoluir para uma Democracia Direta. Se fecharmos o legislativo hoje, todo o poder será transferido, não para o povo, mas sim para o executivo e, ao invés de evoluirmos, regrediríamos para uma ditadura ou um império.

Enfim, essa é a explicação para a minha defesa acirrada do Senado e da instituição da Presidência do Senado, escrevendo contra o Renan e os corruptos que utilizam o poder legislativo como uma extensão de seus negócios particulares e para desvios de recursos públicos.

 

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Às vezes, acho que a melhor coisa a ser feita é arrumar minhas malas e partir para a Europa ou para os Estados Unidos. Tenho centenas projetos e idéias na cabeça e devo implementar isso em locais onde a inteligência é valorizada e premiada e não excluída e oprimida.

Os EUA e os Europeus ganham uma infinidade de Prêmios Nobel porque investem em inteligência. Já no Brasil não se investe em inteligência. Investem em mérito. Mérito de Macunaíma, onde o prêmio máximo é dado para quem cria o melhor golpe. As pessoas que poderiam trazer Prêmios Nobel para o Brasil são mortas nos bancos escolares. Os estudantes superdotados são obrigados, pelo sistema vigente, a se tornarem medíocres, estúpidos e resignados.

Contudo, em seguida eu penso que o Povo Brasileiro é tão vítima quanto eu. E que eu, com o esclarecimento e com a visão que tenho, não posso abandonar o barco, deixando o Brasil e a coletividade a deriva, embaixo dos pés dos grupos dominantes e dos corruptos. Portanto, se for necessário eu aceito o grande desafio, qual seja, montar um exército com um milhão de combatentes e derrubar o sistema de exclusão, opressão e desigualdades que foi implantado em 1500 e que está em vigor até hoje.

Arquivos da Maçonaria

A questão da responsabilidade maçônica - Câmara das Reflexões - A Estrela Flamejante-1 - A Estrela Flamejante-2 -A Estrela Flamejante-3 - Crise na Maçonaria Brasileira - Notícias que envolveram a Maçonaria - Governo inglês limita poderes da maçonaria - As influências da maçonaria - A maçonaria P2 - Homem é morto em ritual da maçonaria - Abuso sexual de crianças em rituais da maçonaria - A maçonaria na mira de terroristas - O poder oculto que manipula a maçonaria - Os governantes invisíveis - Senhas da maçonaria - A exaltação ao trabalho no grau de companheiro - A Inquisição - A inteligência - A intuição - A letra "G" na maçonaria - A razão - A ritualística no grau de Aprendiz - Akhenaton - O Faraó Monoteísta - Alquimia e Simbologia - As sete artes liberais - As ferramentas do Grau de Aprendiz - As luzes na maçonaria - As ferramentas do grau de companheiro-1 - Câmara das Reflexões-4 - Constituições de Anderson

Ser Maçom e Estar Maçom - Duque de Caxias - As ferramentas do grau de companheiro-2 - Fraternidade - A Maçonaria e a Independência do Brasil - A Fundação do Grande Oriente - Intuição e Artes - Intuição e Esoterismo - Cargos da Administração da Maçonaria -

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Vídeos que mostram o que acontece na FFLCH em dias de chuva - Estudantes ocupam a reitoria da USP - A porta e a opressão - Esse tal movimento estudantil - Congregação da FFLCH contra os estudantesHenry Thoreau no espírito da ocupação - A violência policial está explodindo nas proximidades - Como bloqueamos a Conferência da OMC em Seattle - O DCE-USP está sabotando o movimento de ocupação ? Como construir moradia estudantil sem ter dinheiro - O Poder dos Estudantes na história - A ocupação da reitoria da USP não pode acabar em nada - A história humana é uma história de violência - Assistência estudantil é um direito do aluno - Carta-bomba do Pinotti para Reitora da USP - Precisamos de unidade, comando centralizado e focalizar nos objetivos -

Palavras e Obras - Percepções e realidades - Dominação e controle

Bem-vindo ao meu site e ao meu universo.

Aqui você verá o mundo através dos meus olhos.

Não está em mim ser um homem comum. Tenho de escolher e ser incomum, se puder procuro a oportunidade antes do comodismo. Não sou o cidadão acomodado, indolente e sem iniciativa, que fica a esperar que as coisas aconteçam. Escolho o risco calculado de sonhar, de construir, de falhar, de realizar e alcançar o sucesso. Prefiro os desafios da vida a uma existência pacata; as emoções de uma conquista à insipidez da utopia. Não troco a minha liberdade por caridade; nem minha dignidade por fama. Meu patrimônio é agir por mim mesmo, gozar dos benefícios da minha criatividade, olhar com intrepidez o mundo e dizer de cabeça erguida: isto eu fiz com a ajuda de Deus...

 +++ V de Vingança +++

Destruir para reconstruir, eliminar a opressão para fazer florir a liberdade, explodir uma realidade para que outra possa se erguer sobre os escombros. Os grupos dominantes precisam ser destruído. E essa destruição tem que ser feita com a mesma violência com que eles nos oprimem.

V não quer meramente um acerto de contas pessoal. Verdade que ele não esquece e nem perdoa os horrores que viu e sentiu durante os primeiros anos de instalação do regime que agora surge para combater, (...). Mas, se fosse apenas isso, bastaria a ele eliminar os responsáveis pelo seu sofrimento (o que ele, efetivamente, faz — metódica e eficientemente, aliás).

Mas a cruzada de V não se restringe a pessoas. Sua amplitude é muito maior: ele quer matar todo um regime político. Não se conforma com a realidade que o cerca. Não se submete — e não admite que as outras pessoas se submetam. Quer abrir os olhos de seus concidadãos para o fato de que a realidade em que vivem não é a única possível.

Quer mostrar que o povo não deve temer um governo, mas todo governo deve temer o povo. Quer, como diz Evey, esquartejar a ideologia dos que detêm o poder.

Anarquista Sua vingança, portanto, transcende o mero gosto pelo sangue de seus algozes. E o fato de ele poder unir as duas coisas em sua cruzada, já que seus algozes são todos membros do próprio sistema que ele quer ver eliminado, é apenas uma feliz coincidência.

 V é um anarquista no mais amplo sentido do termo. Ele quer erguer toneladas de poeira, resultado da explosão de tudo o que for um símbolo do poder instituído. Busca, acima de tudo, eliminar um governo por suas próprias mãos. (Texto completo)

Podemos falar em Direitos Humanos num mundo onde existem pessoas que ainda lutam por direitos de animais ?

Clique aqui para saber detalhes desta foto

Notícia de Jornal

Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, 30 anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante 72 horas, para finalmente morrer de fome.

Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos e comentários, uma ambulância do Pronto Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome.

Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia de Mendicância, especialista em homens que morrem de fome. E o homem morreu de fome.

O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Anatômico sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome.

Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa - não é um homem. E os outros homens cumprem seu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum. Passam, e o homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão.

Não é da alçada do comissário, nem do hospital, nem da rádio patrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer de fome.

E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louve-se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão de fome, pedindo providências às autoridades. As autoridades nada mais puderam fazer senão remover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome.

E ontem, depois de setenta e duas horas de inanição, tombado em plena rua, no centro mais movimentado da cidade do Rio de Janeiro, Estado da Guanabara, um homem morreu de fome.

Fernando Sabino

É possível contar um monte de mentiras

dizendo só a verdade

 

Este vídeo foi inserido aqui para lembrar o seguinte: todo discurso é comprometido com uma ideologia. Não há discurso isento e nem pessoas imparciais. Para um Judeu a mentira desse Vídeo são as coisas boas que Hitler fez, afinal o diabo não faz caridade e nem boas ações. Contudo, para um Neonazista a mentira do filme é a ironia do final que busca ressaltar apenas o lado mal das pessoas, esquecendo-se das coisas boas que elas fizeram. O discurso ao ser elaborado e proferido é filtrado pela ideologia que induz o autor a ressaltar apenas aquilo que lhe interessa. Não só o discurso, mas o ouvido do telespectador também tem outro filtro ideológico, captando apenas aquilo que é do seu desejo.

A manipulação da mídia no Brasil.

Você também é um Homer ?

Dica do amigo Diogo, futuro publicitário formado pela Eca.

Clique aqui para ver o video no You Tube

Muito além do cidadão Kane

Documentário da BBC de Londres mostrando a verdadeira face da Rede Globo

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

 

"Um dos mais jovens cientistas que recebeu o Prêmio Nobel de Medicina, Alexis Carrel, afirma no seu livro Reflexões sobre a conduta da vida que "pouca observação e muito raciocínio conduzem ao erro. Muita observação e pouco raciocínio conduzem à verdade". Carrel parece realmente nos dizer que somente uma paixão pela realidade concreta, com as formas com que ela se apresenta aos nossos olhos, permite vencer uma leitura dos fatos, influenciada por um juízo anterior, e permite superar, na ação, as divisões ideológicas. Só assim o método é definido pelo objeto e não imaginado, de maneira abstrata, pelo sujeito que realiza a ação. Só assim é possível definir instrumentos adequados à realidade que estamos enfrentando." (Promover os talentos para reduzir a pobreza - Texto Completo)

Democratização do Conhecimento e

Socialização dos saberes

A democratização do conhecimentos é essencial para o desenvolvimento intelectual do indivíduo e evolução crítica da sociedade. A exclusão econômica ocasiona a exclusão intelectual numa sociedade onde o conhecimento é mais uma mercadoria.

1. Introdução;

2. Definição e delimitação dos termos conhecimento e democratização.

3. O que significa democratizar o conhecimento ?

4. Por que democratizar o conhecimento, ou seja, quais são os benefícios dessa democratização ?

5. Quem ganha com a democratização do conhecimento ?

6. Estudo do caso MIT OPEN COURSE WARE:

7. Fronteiras da democratização do conhecimento:

    - O conhecimento financiado com recursos públicos;

    - A privatização do conhecimento nas/das universidades públicas;

    - Interesses públicos x interesses privados;

    - A função social da propriedade intelectual;

    - A questão dos direitos autorais.

8. Implementando a democratização do conhecimento no Brasil.

9. Considerações finais

Obstáculos à democratização dos saberes

Marcio Pochmann

Agência Carta Maior -29/01/05

Avanço da democracia de massa requer a constituição de uma nova forma de disponibilização do conhecimento.

Às margens do Guaíba, o público que participa do 5º Fórum Social Mundial na cidade de Porto Alegre encontra oportunidades inéditas de confrontar opiniões e visões nem sempre coincidentes, porém emblemáticas dos desafios que o mundo está vivendo atualmente.

Um desses desafios diz respeito à democratização do conhecimento, bem como a possibilidade de produzir políticas industriais autônomas em cada país.

Nos dias de hoje, o acesso à produção do conhecimento, bem como aos chamados bem culturais (música, filmes, literatura, entre outras), vê-se diante de uma inédita possibilidade histórica, por decorrência dos constantes avanços da internet e da proliferação de softwares livres.

Isso representa uma verdadeira revolução inimaginável na propriedade intelectual e comercial, que afeta diretamente grandes interesses econômicos e políticos.

Não sem motivo, os termos - pouco declarados - de uma guerra quase surda entre a velha forma de apropriação privada de produção cultural e do conhecimento e as novas formas livres estão em curso no mundo, tendo o Brasil ocupado um certo espaço privilegiado, seja pela expressiva comercialização de cd`s piratas e da intervenção espontânea dos hackers, seja pela ação organizada de várias esferas dos governos (municipal, estadual e federal) de utilização dos softwares livres e da proliferação de telecentros que disponibilizam a linguagem e os produtos da informática, especialmente a internet.

Mesmo que o Brasil não disponha, até o momento, de uma política industrial, todos sabem que sem a resolução do tema da propriedade intelectual e das patentes, dificilmente países não produtores de tecnologia poderão alçar uma melhor posição na nova Divisão Internacional do Trabalho.

Seu entendimento é essencial para entender as possibilidades que o país possuí para deixar a condição de economia especializada na produção e exportação de bens primários, de baixo valor agregado e conteúdo tecnológico.

Em certa medida e guardada a devida proporção, assiste-se hoje ao curso de uma tentativa organizada de ruptura à apropriação monopólica do conhecimento, talvez somente comparável ao que aconteceu durante a idade média.

Naquela época, por exemplo, os monastérios funcionavam como verdadeiras ilhas do conhecimento existente. Eram verdadeiros monopólios dos saberes até então existentes, com os escribas dominando o alfabeto e controlando privadamente as escrituras.

O sistema operativo da produção de tecnologia utilizada e a formação da mão-de-obra especializada eram propriedades não disponibilizadas livremente ao conjunto da população.

Com toda essa centralização do sistema operativo, os monastérios eram centros de riqueza e fartura que se contrapunham à escassez e pobreza do conjunto da população.

O livro O nome da Rosa de Humberto Eco é bem emblemático do que representou, num certo momento histórico, o poder econômico e político concentrado pela apropriação não pública do conhecimento.

Em outros termos, o uso não democrático do conhecimento e da informação representou a composição e a prática do exercício do poder econômico e político vigente na época.

Somente com o aparecimento dos Estados nacionais e a proliferação das organizações populares é que se tornou viável o abandono da escrita e do conhecimento situado no estágio privado e comercial da apropriação e uso dos saberes.

Um dos componentes estratégicos do avanço da democracia de massa em pleno século 20 passou fundamentalmente pela constituição de uma nova forma de disponibilização do conhecimento.

De um lado, houve uma certa socialização do conhecimento básico por intermédio das escolas públicas, que contaram não apenas com financiamento público, mas com diversos softwares produzidos na organização e sistematização dos saberes viabilizados por políticas públicas nacionais, entre elas as industriais.

De outro lado, a regulação pública das economias nacionais a partir do segundo pós-guerra possibilitou o contingenciamento da concorrência oligopólica entre os grandes grupos econômicos na produção e difusão tecnológica. Nesse sentido, a mercantilização dos saberes e dos chamados bens culturais se generalizou, tendo muitas vezes a moeda como condição de acesso.

A democratização do conhecimento e a socialização dos saberes estão em jogo. Sua viabilização é possível, porém depende fundamentalmente da resolução dos seus obstáculos pendentes aos interesses econômicos e políticos associados às velhas formas de produção e controle do século passado.

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Marcio Pochmann é professor do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp.

Foi secretário do Trabalho na gestão de Marta Suplicy (PT) na Prefeitura de São Paulo (2001-2004).

 A privatização das conquistas sociais

(...)

Em escala internacional, o Acordo Geral sobre o Comércio dos Serviços (AGCS), no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), visa, sob o pretexto de liberdade, a transformar serviços públicos (principalmente de ensino e de saúde) em mercados. Estes somente serão acessíveis a quem tiver os meios monetários, como já acontece, em parte, nos Estados Unidos.

A área mais recente da ofensiva é a da apropriação privada dos conhecimentos científicos, assim como dessa forma particular de patrimônio comum da humanidade que são os mecanismos de produção e de reprodução biológica e a biodiversidade. Atualmente, o capital quer açambarcar todas as condições materiais e intelectuais do processo de produção, obra do trabalho histórico, social da humanidade.

Essa vontade de apropriação privada vem do lugar ocupado pela ciência e pela tecnologia (o conhecimento como “força produtiva direta”) na concorrência, e da busca permanente do capital de novos campos de valorização, a fim de rechaçar o momento em que suas crises eclodem. Mas ela corresponde também a uma das tendências mais profundas do capitalismo, que o distingue de todas as formas de organização social que o precederam: o movimento que o empurra para uma apropriação “total” das condições da atividade social.

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O patenteamento sistemático de seres vivos

Cada vez que um grupo farmacêutico efetiva sua patente de um medicamento, ele se apropria dos conhecimentos científicos produzidos socialmente e financiados publicamente.

Em nome da “proteção da propriedade industrial”, por exemplo, os grandes grupos farmacêuticos ocidentais procuraram impor, aos países pobres, preços exorbitantes de medicamentos, principalmente aqueles destinados a lutar contra a Aids. E se, finalmente, tiveram de desistir – pelo menos, momentaneamente – devido à determinação de alguns governos (África do Sul, Brasil, Índia) de colocar no mercado os genéricos desses medicamentos, a “proteção industrial” e o regime de patentes não foram colocados em questão, assim como sua expansão constante.

Na verdade, cada vez que um grupo farmacêutico efetiva sua patente de um medicamento, ele se apropria dos conhecimentos científicos produzidos socialmente e financiados publicamente. Pois o produto patenteado é sempre conseqüência de uma longa acumulação geral de conhecimentos, que independe do grupo que o patenteou e, ao mesmo tempo, resultado do trabalho preciso de pesquisadores que, muitas vezes, trabalham nos laboratórios públicos e universitários de um ou de vários países. A patente organiza e defende juridicamente esse processo de expropriação de pesquisadores e dos países que os financiam. Ela permite, subseqüentemente, que os grupos oligopolistas transformem o saber social, assim privatizado, em mecanismo de extração de fluxo de rendas e em instrumento de dominação social e política.

Ainda mais ilegítimo parece o patentear sistemático dos seres vivos em que se lançaram os grupos agroquímicos e farmacêuticos. De que se trata, senão de uma apropriação privada dos mecanismos de produção e de reprodução biológica que são patrimônio da humanidade?

A Unesco protege, com toda razão, cidades e lugares da devastação da privatização. Deveria o patrimônio biológico ser tratado de outra maneira? Paralelamente, o desenvolvimento dos organismos geneticamente modificados (OGM), a substituição mais ou menos forçada que estes fazem das plantas tradicionais na agricultura, traduz um processo análogo, aperfeiçoando a expropriação dos produtores.

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Princípios em discussão

Enfim, a propriedade privada e os direitos que ela confere estão no cerne da crise ecológica, conseqüência do produtivismo cego ou, pelo menos, míope, do qual a busca do lucro é portadora e que a dominação dos investidores financeiros agrava ainda mais.

No entanto, as únicas soluções preconizadas são expansões ou aplicações da apropriação privada. Dessa maneira, a Convenção do Rio (1992), geralmente apresentada como uma etapa importante na proteção da ecologia do planeta, reforça os direitos do capital sobre a natureza. Sem dúvida, ela reconhece que os camponeses e as comunidades utilizaram e conservaram os recursos genéticos desde tempos imemoriais, mas não lhes dá nenhum direito de gestão ou de propriedade desses recursos.

Considerando as múltiplas facetas da questão da propriedade, o movimento de oposição à contra-reforma neoliberal poderia, como primeiro passo, lançar uma discussão coletiva, a partir de alguns princípios.

O planeta e o conjunto de suas riquezas – sejam minerais, vegetais ou animais – deveriam ser considerados patrimônio comum e indivisível de toda a humanidade, presente e futura. Qualquer apropriação privada dessas riquezas passa a ser ilegítima. No máximo, pode-se reconhecer a toda ou a parte da humanidade (indivíduo ou coletividade) um direito de uso de uma parte dessas riquezas, com a condição de que este uso não seja prejudicial ao restante da humanidade, no presente ou no futuro.

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A apropriação ilegítima do social

Em segundo lugar, a propriedade privada de meios sociais de produção (meios produzidos por um trabalho socializado e que podem ser colocados em ação somente por um trabalho socializado) deveria dar lugar a uma concepção completamente diferente. A propriedade desses meios deveria caber à sociedade (potencialmente, à humanidade como um todo). Um primeiro passo consistiria em confirmar a superioridade do direito dos trabalhadores sobre o dos proprietários – acionistas e administradores – principalmente no que diz respeito às decisões que afetam diretamente suas condições de trabalho e de existência. Mas é preciso também defender o princípio de que as questões relativas à produção e ao uso desses meios – os locais de sua implantação, as opções tecnológicas para seu desenvolvimento – deverão resultar da decisão de toda a sociedade.

É claro que a apropriação privada dos equipamentos coletivos, dos serviços públicos, dos fundos socializados de proteção social deveria ser considerada fundamentalmente ilegítima. Da mesma maneira, qualquer indivíduo tem direito a uma parte da riqueza produzida, resultado de um trabalho vivo amplamente socializado, e de um trabalho anterior acumulado sob a forma de conhecimentos científicos e de meios de produção, que são produto de toda a humanidade anterior.

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Abaixo a propriedade privada

Texto completo: Le Monde Diplomatique ---- 11/2006

Alain Bihr -- François Chesnais

 A universidade pública pode fazer mais

A universidade pública pode fazer mais, muito mais, pela sociedade e pela coletividade que a sustenta e financia. Está na hora da Universidade compartilhar e democratizar o conhecimento que possui e produz, assim como aquele que distribui com exclusividade, só e somente só, para seus próprios alunos. Está na hora da universidade compartilhar esse conhecimento com quem pagou para produzi-lo. Compartilhar com toda a coletividade.

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Palavras do Diretor do MIT sobre o projeto OpenCourseWare

"Vamos fazer com que as novas tecnologias - a Internet e a World Wide Web - sejam utilizadas como ferramentas de capacitação e democratização em escala global.

No próximo semestre, o corpo docente do MIT lançará o OpenCourseWare - um programa que disponibilizará, pela Web, materiais educativos básicos sobre 2.000 assuntos diferentes para qualquer pessoa, em qualquer lugar e sem nenhum encargo.

'Por que deveríamos fazer isso? Porque é parte de nossa missão ajudar a melhorar a qualidade do ensino superior em cada rincão do globo.'

Esse programa se baseia em dois valores importantes: oportunidade e abertura. São valores que fortaleceram nossas universidades e nossa nação.

São valores que manterão nosso mundo forte e seguro. E são valores que você deve prezar e proteger ao trilhar seu caminho pelo mundo.   (...)

A indústria de computadores aprendeu pelo meio mais difícil que os sistemas de software fechados - baseados em uma estrutura que envolve a propriedade do conhecimento - não se encaixam no mundo que eles mesmos criaram.

O mundo organizado dos programas e sistemas abertos era a verdadeira onda do futuro.

Devemos aprender com essa lição. Devemos criar uma nova estrutura de sistemas de conhecimento abertos para o ensino e o aprendizado.

Com esse espírito, o MIT se perguntou, nas palavras de T. S. Eliot, 'Tenho coragem de... abalar esse universo?' Nossa resposta é sim.

Chamamos esse projeto de MIT OpenCourseWare (OCW). Queremos que ele seja uma porta aberta para o forte, democratizante e transformador poder da educação."


Charles M. Vest, President, MIT

Materiais e textos dos cursos do MIT traduzidos para o português

Materiais e textos dos cursos do MIT em Inglês

A tradição é importante. É democrática quando desempenha a sua função natural de prover a nova geração com um conhecimento das boas e más experiências do passado, isto é, a sua função de capacitá-la a aprender às custas dos erros passados a fim de os não repetir.

A tradição torna-se a ruína da democracia quando nega à geração mais nova a possibilidade de escolha; quando tenta ditar o que deve ser encarado como 'bom' e como 'mau' sob novas condições de vida. Os tradicionalistas fácil e prontamente se esquecem de que perderam a capacidade de decidir o que não é tradição.

Por exemplo, o aperfeiçoamento do microscópio não foi conseguido pela destruição do primeiro modelo: o aperfeiçoamento foi realizado com a preservação e o desenvolvimento do modelo primitivo a par com um estágio mais avançado do conhecimento humano. Um microscópio do tempo de Pasteur não capacita o pesquisador moderno a estudar uma virose. Suponha agora que o microscópio de Pasteur tivesse o poder e o descaramento de vetar o microscópio eletrônico.

Os jovens não sentiriam nenhuma hostilidade para com a tradição, não teriam na verdade senão respeito por ela se, sem se arriscar, pudessem dizer: '_ Isto nós o tomaremos de vocês porque é convincente, é justo, diz respeito também à nossa época e é passível de desenvolvimento. Aquilo, entretanto, não podemos aceitar. Era útil e verdadeiro para o seu tempo - seria inútil para nós.' E esses jovens deveriam preparar-se para ouvir dos seus filhos as mesmas palavras.

(Outras reflexões) - Wilhelm Reich

A Democracia Direta na era da globalização

A democracia direta - exercício direto do poder legislativo pelos cidadãos - é a evolução natural da democracia. A democracia não precisa de deputados e senadores. Todo o poder emana do povo e pode ser exercido diretamente pelo povo, sem representantes.

1. Introdução;

2. Definição e delimitação dos termos democracia, separação de poderes, Estado de Direito, participação popular.

3. O que significa democracia direta ?

4. A viabilidade da democracia direta na atualidade:

    - Tecnologia para escolher;

    - Todas as vontades reunidas simultaneamente.

5. A democracia direta no poder  legislativo.

5. Benefícios da democracia direta para as sociedades globais.

7. Obstáculos à implementação da democracia direta:

    - Dominação e controle nas sociedades democráticas;

    - O legislativo dos grupos dominantes;

    - O Direito e as leis não expressam a vontade popular;

    - Interesses populares x interesses econômicos;

    - Poderes desarmônicos e prejuízo social.

    - A vontade coletiva não carece de freios e contrapesos;

8. Implementando a democracia direta no Brasil.

9. Considerações finais.

A Descriminalização das drogas

A proibição do uso de drogas é uma anomalia e uma estupidez dentro do sistema, uma vez que transforma um problema de saúde pública em uma guerra civil.

1. Introdução;

2. Definição e delimitação dos termos descriminalizar e legalizar.

3. O que significa descriminalizar as drogas ?

4. Por que descriminalizar e não legalizar as drogas ?

5. O prejuízo social ocasionado pela criminalização das drogas.

6. Estudos dos casos da Holanda e da Alemanha.

7. Barreiras à descriminalização das drogas no Brasil:

    - Os tratados internacionais;

    - O art. 5 da Constituição Federal;

    - O interesse americano na proibição;

   - A indústria por trás do combate às drogas;

   - O poder dos narcotraficantes;

   - Os bancos e as lavanderias do narcotráfico

8. Como implementar a descriminalização das drogas no Brasil.

9. Considerações finais

Relatório Lugano

O que a autora compreendeu foi o modo como, para os neoliberais, tornava-se incontornável o problema da redução de população e, com ele, a discussão de estratégias para “resolver” a questão dos excluídos; ou seja, para falar com franqueza, a discussão de um processo de seleção que o poeta Heiner Müller qualificou certa vez como “limpeza social”, a partir das escabrosas experiências de “limpeza étnica”.

Mas a “solução” não poderia significar uma reabilitação de sistemas genocidas como o Holocausto, pois como dizem os especialistas do Relatório: “O modelo de Auschwitz é o contrário do que precisamos para atingir o objetivo. (...)

A seleção das «vítimas” não deve ser responsabilidade de ninguém, senão das próprias “vítimas”. Elas selecionarão a si mesmas a partir de critérios de incompetência, de inaptidão, de pobreza, de ignorância, de preguiça, de criminalidade, e assim por diante; numa palavra, elas encontrar-se-ão no grupo dos perdedores”.

Desentranhando a lógica do extermínio das políticas e das práticas neoliberais contemporâneas, Susan George desvendou a radicalidade do processo em curso e por isso chegou, em seus comentários finais, a uma conclusão cortante: “Ou declaramos guerra à pobreza agora, ou mais dia menos dias vamos nos descobrir em guerra contra os pobres. É essa a escolha”.

A exortação de George evocou em mim um comentário chocante de Gilles Châtelet que certo dia exclamou, num tom desesperado, a um grupo de intelectuais brasileiros: “Do jeito que as coisas vão, se vocês matassem os pobres do Brasil seria menos pior do que os horrores que vocês vão cometer contra eles”.

A observação surpreendeu os ouvintes, que conheciam o caráter radicalmente antifascista do filósofo francês; mas gravou-se como ferro em brasa em nosso espírito, porque sabíamos que ele evidentemente não estava defendendo o genocídio dos pobres mas apontando, por um lado, a criminosa e hipócrita face oculta das elites brasileiras, e por outro, o que considerava nossa inação. Meses depois, perdendo definitivamente a esperança no mundo, Châtelet suicidou-se...

Perigos  Controle  Impacto  Conclusões Metas

Pilares   A conquista e a guerra A fome Prevenção

A peste Quebra-cabeças In fine...

Inconsciência negra

População declaradamente preta e parda tem menos escolaridade e um rendimento médio equivalente à metade do recebido pela população branca, na média das seis regiões metropolitanas investigadas pela Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE. Já a taxa de desocupação dos pretos e pardos (11,8%) é superior à dos brancos (8,6%).

 

 

Charge da Folha de São Paulo ----------------------------Texto completo da pesquisa do IBGE

O movimento negro

"Os negros são dóceis, facilmente domesticados e enganados. Não precisamos lhes fazer concessões, bastará apenas prometer e nunca cumprir. Eles vão sentar e esperar. Como esperam há duzentos anos por justiça. Eles pensam que a escravidão acabou, mas ela continua." Essa é a voz do sistema que eu ouço na minha cabeça.

Ontem os escravos trabalhavam na lavoura e moravam nas senzalas. Hoje trabalham na construção civil, nos caminhões de lixo, lixões, etc e moram na periferia. Tem diferença ? Certamente tem, pois na senzala o escravo, ao menos, tinha comida garantida, hoje nem isso tem.

Os discursos de igualdade comovem, dão esperanças, mas são enganadores. Servem para apaziguar os espíritos e evitar a rebelião, mantendo, assim, a dominação, o controle, a opressão, a escravidão...

É muito caro promover a igualdade. Não só é caro, mas dá prejuízo. Onde irão arranjar mão de obra barata ? Portanto, o melhor caminho é fazer promessas e políticas irrelevantes, com aparência de mudança, mas que não mudam nada.

Dizem que as mudanças devem começar na escola, com o "negrinho" do primário. Mas dizem isso porque, enquanto fazem políticas para as crianças, continuam escravizando, sugando e parasitando os grandes, os adultos. É o velho truque do "lento e gradual", ou seja, das mudanças que serão feitas amanhã.  Igual ao cartaz escrito no boteco da esquina: "Fiado ? Só amanhã". Aqui a frase é: "Mudanças ? Só amanhã."

Daqui eu derivo a idéia de que somente nos levarão a sério, somente ouvirão as nossas reclamações e haverá mudanças efetivas e relevantes, quando nós negros, montarmos um braço armado e caminharmos para a guerra. Assim, os grupos dominantes perceberão que é melhor promoverem a igualdade e a justiça, garantindo a manutenção da paz, do que manterem as desigualdades e afundarem em uma guerra.

Portanto, se você é negro e ainda não foi domesticado e nem assimilado pelo sistema, prepare-se para o chamado e para a luta, pois está chegando a hora de nos levantarmos para tomarmos o que é nosso por direito e vingarmos o sangue expropriado de nossos antepassados.

Para garantirmos justiça e dignidade para as próximas gerações de negros, a nossa geração terá que derramar um pouco de sangue e lutar bravamente. Contudo, alerto os companheiros, poucos são os negros que realmente se preocupam com a própria raça e com o movimento, muitos são aqueles que vendem e traem seus irmãos.

Racionais Mc's - Um Homem Na Estrada

by Mano Brown

Essa música em mp3

Um homem na estrada recomeça sua vida. Sua finalidade: a sua liberdade. Que foi perdida, subtraída; e quer provar a si mesmo que realmente mudou, que se recuperou e quer viver em paz, não olhar para trás, dizer ao crime: nunca mais!  Pois sua infância não foi um mar de rosas, não.  Na Febem, lembranças dolorosas, então. Sim, ganhar dinheiro, ficar rico, enfim. Muitos morreram sim, sonhando alto assim, me digam quem é feliz, quem não se desespera, vendo nascer seu filho no berço da miséria. Um lugar onde só tinham como atração, o bar, e o candomblé pra se tomar a benção. Esse é o palco da história que por mim será contada. ...um homem na estrada.

Equilibrado num barranco incômodo, mal acabado e sujo, porém, seu único lar, seu bem e seu refúgio. Um cheiro horrível de esgoto no quintal, por cima ou por baixo, se chover será fatal. Um pedaço do inferno, aqui é onde eu estou. Até o IBGE passou aqui e nunca mais voltou. Numerou os barracos, fez uma par de perguntas. Logo depois esqueceram, filhos da puta! Acharam uma mina morta e estuprada, deviam estar com muita raiva. "Mano, quanta paulada!". Estava irreconhecível, o rosto desfigurado. Deu meia noite e o corpo ainda estava lá, coberto com lençol, ressecado pelo sol, jogado. O IML estava só dez horas atrasado. Sim, ganhar dinheiro, ficar rico, enfim, quero que meu filho nem se lembre daqui, tenha uma vida segura. Não quero que ele cresça com um "oitão" na cintura e uma "PT" na cabeça. E o resto da madrugada sem dormir, ele pensa o que fazer para sair dessa situação. Desempregado então. Com má reputação. Viveu na detenção. Ninguém confia não. ...e a vida desse homem para sempre foi danificada. Um homem na estrada... Um homem na estrada..

Amanhece mais um dia e tudo é exatamente igual. Calor insuportável, 28 graus. Faltou água, já é rotina, monotonia, não tem prazo pra voltar, hã! já fazem cinco dias. São dez horas, a rua está agitada, uma ambulância foi chamada com extrema urgência. Loucura, violência exagerada. Estourou a própria mãe, estava embriagado. Mas bem antes da ressaca ele foi julgado. Arrastado pela rua o pobre do elemento, o inevitável linchamento, imaginem só! Ele ficou bem feio, não tiveram dó. Os ricos fazem campanha contra as drogas e falam sobre o poder destrutivo delas. Por outro lado promovem e ganham muito dinheiro com o álcool que é vendido na favela.

Empapuçado ele sai, vai dar um rolê. Não acredita no que vê, não daquela maneira, crianças, gatos, cachorros disputam palmo a palmo seu café da manhã na lateral da feira, Molecada sem futuro, eu já consigo ver, só vão na escola pra comer. Apenas nada mais, como é que vão aprender sem incentivo de alguém, sem orgulho e sem respeito, sem saúde e sem paz. Um mano meu tava ganhando um dinheiro, tinha comprado um carro, até rolex tinha! Foi fuzilado a queima roupa no colégio, abastecendo a playboyzada de farinha, Ficou famoso, virou notícia, rendeu dinheiro aos jornais, hu!, cartaz à policia Vinte anos de idade, alcançou os primeiros lugares... superstar do notícias populares! Uma semana depois chegou o crack, gente rica por trás, diretoria.

Aqui, periferia, miséria de sobra. Um salário por dia garante a mão-de-obra. A clientela tem grana e compra bem, tudo em casa, costa quente de sócio. A playboyzada muito louca até os ossos! Vender droga por aqui, grande negócio. Sim, ganhar dinheiro ficar rico enfim. Quero um futuro melhor, não quero morrer assim, num necrotério qualquer, como indigente, sem nome e sem nada, o homem na estrada.

Assaltos na redondeza levantaram suspeitas, logo acusaram a favela para variar, E o boato que corre é que esse homem está, com o seu nome lá na lista dos suspeitos, pregada na parede do bar.

A noite chega e o clima estranho no ar, e ele sem desconfiar de nada, vai dormir tranqüilamente, mas na calada caguentaram seus antecedentes, como se fosse uma doença incurável, no seu braço a tatuagem, DVC, uma passagem , 157 na lei... No seu lado não tem mais ninguém.

A Justiça Criminal é implacável. Tiram sua liberdade, família e moral. Mesmo longe do sistema carcerário, te chamarão para sempre de ex-presidiário. Não confio na polícia, raça do caralho. Se eles me acham baleado na calçada, chutam minha cara e cospem em mim é.. eu sangraria até a morte... Já era, um abraço!. Por isso a minha segurança eu mesmo faço.

É madrugada, parece estar tudo normal. Mas esse homem desperta, pressentindo o mal, muito cachorro latindo. Ele acorda ouvindo barulho de carro e passos no quintal. A vizinhança está calada e insegura, premeditando o final que já conhecem bem. Na madrugada da favela não existem leis, talvez a lei do silêncio, a lei do cão talvez. Vão invadir o seu barraco, é a polícia! Vieram pra arregaçar, cheios de ódio e malícia, filhos da puta, comedores de carniça!

Já deram minha sentença e eu nem tava na "treta", não são poucos e já vieram muito loucos. Matar na crocodilagem, não vão perder viagem, quinze caras lá fora, diversos calibres, e eu apenas com uma "treze tiros" automática. Sou eu mesmo e eu, meu deus e o meu orixá. No primeiro barulho, eu vou atirar. Se eles me pegam, meu filho fica sem ninguém, e o que eles querem: mais um "pretinho" na febem. Sim, ganhar dinheiro ficar rico enfim, a gente sonha a vida inteira e só acorda no fim, minha verdade foi outra, não dá mais tempo pra nada... bang! bang! bang!

"Homem mulato aparentando entre vinte e cinco e trinta anos é encontrado morto na estrada do M'Boi Mirim sem número. Tudo indica ter sido acerto de contas entre quadrilhas rivais. Segundo a polícia, a vitíma tinha vasta ficha criminal.".

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ESTADÃO ONLINE - No próximo dia 8/12, o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva vai condecorar 46 personalidades com a Ordem do Mérito Cultural. Entre os nomes escolhidos, está o da banda de hip-hop paulistana Racionais MC’s, um dos mais populares grupos de periferia de São Paulo, e cujos integrantes apoiaram a candidatura Lula.

(Texto completo)

(Informações sobre o grupo Racionais)

 

A quem beneficia o narcotráfico ?

Hélio luz - Secretário da segurança pública do RJ:

"A polícia política e corrupta garante a sociedade injusta."

 

Narcotráfico e tráfico de armas.

As injustiças sociais e a criminalidade.

Documentário: Notícias de uma guerra particular.

Clique aqui para comprar esse vídeo no Submarino

Video do PCC mostrado na Globo

Direitos Humanos é para classe dominante. É coisa de rico. Para criminosos, pobres, negros e demais minorias excluídas só existe Direitos Desumanos.

O texto lido nesse vídeo do PCC, certamente, foi escrito por um advogado. É um texto sensato, coerente e justo. Um texto que pede justiça e o cumprimento estrito da lei, assim como demonstra indignação contra normas inconstitucionais que violam frontalmente as garantias fundamentais, os direitos humanos.

Se esse texto tivesse sido lido pelo autor, na tribuna da OAB ou no Congresso Nacional, teria sido aplaudido. Afinal, estamos em um país onde impera a liberdade de expressão.  Será ??? Enfim, o texto foi lido por um suposto criminoso do PCC em cadeia nacional na Rede Globo de Televisão. Isso depois do seqüestro de dois repórteres da emissora.

O texto foi lido e por causa disso muitas pessoas morreram. A leitura de um texto que pedia justiça e legalidade condenou a morte dezenas de pessoas. Foram executadas pela Polícia. Dizem que foi confronto. Um estranho confronto, pois a maioria morreu com tiros a queima roupa. Existe censura maior do que esta ?

A polícia do regime militar costumava prender e torturar os artistas subversivos. A polícia democrática mata os supostos bandidos subversivos que ousam pedir justiça e legalidade.  Matar bandido dá ibope. Virou até número de candidato 111.

Ao invés de fazê-lo na calada da noite nos becos escuros da favela deveriam fazê-lo em estádio de futebol, durante o dia, transmitindo ao vivo pela Globo Internacional.

Eu não defendo facção criminosa e nem defendo a criminalidade. Defendo pessoas. Direito de pessoas que deveriam ser consideradas humanas, mas que não são. O discurso mentiroso e hipócrita é de direitos humanos, mas a prática nua e crua constitui uma guerra suja.

Matar pessoas desarmadas na calada da noite e a queima roupa é fácil. Principalmente quando existem 200 contra 10. Tão fácil quanto atirar em trabalhador cansado que está vindo do serviço. Tão fácil quanto dar pancada em estudantes desarmados na paulista.

Se é para ser uma guerra que as armas sejam iguais. A polícia tem 100 rifle snipe cal. 50, lança foguete, granada, etc. Ótimo, a outra parte também deve ter 100 rifle snipe cal. 50, lança foguete, granada, etc. A polícia tem bomba de efeito moral, gás de pimenta e armas que atiram balas de borracha. Ótimo, os estudantes também terão bomba de efeito moral, gás de pimenta e armas que atiram balas de borracha. Se é para ser uma guerra, que se declare a guerra, ao menos assim as convenções internacionais passam a reger o conflito. Talvez se fosse uma guerra declarada haveria menos mortos e mais justiça.

Um indivíduo preso, no máximo, tem o advogado do seu lado. Enquanto o Ministério Público tem a polícia do seu lado (milhares de agentes), tem peritos, tem investigadores e, muitas vezes, tem até o Juiz do seu lado. Não precisam nem de prova para condenar o indivíduo. É só assinar a papelada e encarcerar o meliante. E parar piorar, existem ainda os advogados picaretas que, ao invés de trabalhar para defender o preso, fazem corpo mole só para verem os réus se ferrarem. Fingem que trabalham. Fingem que defendem, mas só querem o dinheiro do condenado.

Todo mundo defende o Ministério Público e dizem que é um órgão essencial para a democracia. Tudo mentira. O Ministério Público é um órgão essencial para a proteção do Estado e da classe dominante. Não tem nada a ver com democracia.

Além disso, o Ministério Público foi criado pela inquisição. Como uma coisa criada pela inquisição pode ser boa ? Não pode ser. É um órgão que foi criado para condenar pessoas a fogueira, principalmente os mais fracos, os hipossuficientes.

O Ministério Público funcionaria se a outra parte tivesse um advogado à altura do promotor público. Com o mesmo diploma, os mesmos títulos, os mesmos conhecimentos, etc. Quando a outra parte tem advogados poderosos os Promotores Públicos falam fino, perdem logo na saída. Vejam o caso do Maluf. Vejam o caso do Nicolalau gatuno, etc. Os criminosos espertos já separam 30% da vantagem ilícita para pagar advogados top de linha.

Contudo, na maioria dos casos, a outra parte é analfabeta e não tem advogado ou se tem o causídico é semi-analfabeto. Nesses casos os promotores reinam absolutos. Estufam a pança e pedem a pena máxima. Ganham fácil e condenam todo mundo. Isso é democrático ? Há justiça nesse tipo de coisa ?

O Direito e a Democracia são instituições de dominação e controle

O Estado Democrático de Direito é organizado e controlado pelo Direito e pela lei que emanam, teoricamente e formalmente, da vontade popular. Contudo, a Democracia substancial do dia-a-dia é controlada pela classe dominante – dona dos meios de produção – que assumiu o poder e a capacidade de representar a vontade popular em eleições legais. (Quem são os candidatos que ganham as eleições ?) Desta forma esta classe monopoliza, produz e aplica o Direito e as leis, organizando e controlando o Estado de acordo com os seus interesses e em seu benefício.

Em outras palavras, a Democracia legitima e institucionaliza a dominação e a opressão da classe dominante sobre a coletividade, sendo o Direito o principal instrumento dessa dominação.

Assim, a jogada da classe dominante consiste em generalizar para toda a sociedade os seus conceitos de "justo", de “governo da maioria”, de “imparcialidade do Direito”, etc, ocultando atrás desses conceitos, assim universalizados, os seus interesses ideológicos, a sua dominação dissimulada e o controle total do Estado.

Contudo, a saída não é acabar com o Direito, com a Democracia e com o Capitalismo, mas sim reconfigurar estes sistemas, reorientando suas finalidades e objetivos em benefício da coletividade.

Organização e controle no Estado Democrático de Direito

A questão democrática - Marilena Chauí

Democracia - Norberto Bobbio

Democracia sob medida - Le Monde Diplomatique

Democracia é conflito - Bresser Pereira

Democracia e Paz

Quanto vale a Democracia ?

A Democracia não precisa de Deputados e de Senadores 

Fundamentos do Estado Democrático de Direito - na teoria

Ideologia e terror: uma nova forma de governo

A inflação legislativa e a crise do Estado no Brasil - Prof. José Eduardo Faria

A construção da Ágora virtual

Globalização e Democracia - Michael Hardt e Antonio Negri

 A Lógica do Capitalismo

Quem tem muito, mais lhe será dado. Quem tem pouco, até o pouco que tem lhe será tirado.

Direito - Norberto Bobbio

O Direito na visão Marxista

O juiz é defensor do sistema vigente

O jurista e a classe dominante

O Direito de resistência à tirania e à opressão

Razão de Estado - Norberto Bobbio

Justiça - Norberto Bobbio

Problemática da Justiça

Considerações sobre a Justiça

Igualdade - Norberto Bobbio

Considerações sobre a Liberdade

Casos famosos do mundo jurídico

Constituição - Norberto Bobbio

Globalização Econômica e Reforma Constitucional - Prof. José Eduardo Faria

Precisamos de uma Filosofia do Direito?

 A Lógica do Judiciário e da Administração Pública

Aos amigos, os benefícios da lei. Aos indiferentes, a lei. Aos inimigos, os rigores.

Toda lei tem seus infratores, todo território suas margens, todo governo pressupõe desgoverno e desgovernados. As sociedades instintivamente têm sido sábias, levando em conta esses fatos da vida e ás vezes agindo em função deles.

O que quer que seja estranho e desordenador é marginalizado como sendo monstruoso; no entanto, o teatro da vida também distribui papéis aos seus desajustados, avoados e malévolos, mesmo que apenas os de pessoas que a sociedade gosta de odiar.

Como enfatizou mais que ninguém HANS MAYER, em seu livro OUTSIDERS (Marginais), a diferença inspira ameaça porque confere poder, e aqueles que a sociedade designa como marginais são muitas vezes mantidos à margem justamente porque, no momento certo, a presença deles será necessária no palco. (Outras reflexões)

Roy Porter

۩ Drogas e violência

O Estado Democrático de Direito é organizado e controlado pelo Direito e pela lei que emanam, teoricamen

Projeto de pesquisa sobre este tema

O Estado Paralelo alimentado pelo narcotráfico

A ilegalidade tolerada e a pena como exemplo - Michel Foucault

Os jinetes da Cocaína - Livro completo

A quem beneficia o narcotráfico

Drogas: um problema de repressão, cidadania ou saúde pública ?

Drogas ilícitas e globalização

EUA compram folhas de coca para fazer coca-cola

Narcotráfico em números

Artigos e textos que analisam o narcotráfico

Artigos e textos sobre o tema das drogas

A esfinge e o voraz mercado do crime

Criminalidade e resposta brasileira à violência - Silvia Ramos e Julita Lemgruber

Estão matando negros no Brasil

Racismo, criminalidade violenta e justiça penal: réus brancos e negros em perspectiva comparativa - Prof. Sérgio Adorno

Aulas da disciplina Sociologia da violência ministrada pelo Prof. Adorno

A violência na sociedade brasileira - Prof. Sérgio Adorno

IBGE - Classificação dos Brasileiros por Cor e Raça

Dados da ONU sobre Cor e Violência no Brasil

Violência - Norberto Bobbio

Da violência - Hannah Arendt

O medo social

Denúncia de violações de Direitos Humanos na ONU

Dogville: o inefável sabor da vingança

Tabela de preços para matar

Pistoleiro ou vingador: construções de trajetórias

Para alguns, o preço da vida é o custo da bala que se utiliza para matar.

Clique aqui para ver o video no You Tube

(Filme: Pulp Fiction - Quentin Tarantino - 1994)

 Traduzindo o que foi dito:

"O caminho do homem justo é cercado por todos os lados pela iniqüidade dos egoístas e pela tirania dos homens maus. Abençoado aquele que, em nome da caridade e da boa vontade, conduz os fracos através do vale das trevas, pois ele será verdadeiramente o guardião de seu irmão e aquele que encontra ovelhas desgarradas. E eu atingirei com grande vingança e raiva enfurecida aqueles que tentarem envenenar e destruir seus irmãos. E vós sabereis que Eu sou o Senhor quando minha vingança se abater sobre vós."

(Dizem que é Ezequiel 25:17).

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 "Fere a cabeça da víbora com o punho de teu inimigo. Disso te resultará, necessariamente, um bem. Se teu inimigo vencer, a víbora morrerá. Se for mordido terás um inimigo a menos." (Ditado do Povo do Deserto)

Humanos e coisas numa sociedade de banalidades e indiferença:

A nosso ver, a partir da experiência dos regimes totalitários, subsistiram elementos que, os quais parece, vieram para ficar. A própria Hannah ARENDT (Esprit, p.67) admite isso em 1953, quando afirma que elementos do pensamento totalitário hoje existem em todas as sociedades livres.

Antonio Abranches sobre isso diz: "Quanto ao totalitarismo, não se trata de um passado que já passou, do desvio acidental de um projeto histórico inacabado, ou de um peso morto que o tempo, por si mesmo, relegará ao esquecimento. A sobrevivência de 'elementos' totalitários em regimes não-totalitários continua a ser uma ameaça tão mais poderosa quanto mais recoberta estiver pelo esquecimento e pela subseqüente paralisação de um pensamento que se encontra impedido de começar a pensar."(ABRANCHES. Introdução - uma herança sem testamento, p.13.)

E Castoriadis, em 1985, falando sobre o regime russo: "Na verdade, o totalitarismo tem sido 'digerido' como uma coisa do passado, um assunto para sucessos de televisão ou exploração literária. A comercialização do passado serve, por assim dizer, para empurrar para o passado as possibilidades do monstruoso e para fugir da monstruosidade com que nos confrontamos hoje em dia." (CASTORIADIS. Os destinos do totalitarismo, p.9.).

Hannah Arendt e a banalidade do mal

Introdução -- O mal radical como ponto de partida -- A novidade totalitária -- A banalidade do mal: uma invenção contemporânea -- O vazio de pensamento

Eichmann em Jerusalém - Pós-escritos - Hannah Arendt

Senhor Presidente (Bush), o senhor não contou a verdade sobre o porquê de sermos alvo do terrorismo, quando explicou porque bombardearíamos o Afeganistão e o Sudão. O senhor disse que somos alvo do terrorismo porque defendemos a democracia, a liberdade e os direitos humanos no mundo...

Que absurdo, senhor Presidente! Somos alvo dos terroristas porque, na maior parte do mundo, o nosso governo defendeu a ditadura, a escravidão e a exploração humana. Somos alvo dos terroristas porque somos odiados. E somos odiados porque o nosso governo fez coisas odiosas. Em quantos países agentes do nosso governo depuseram líderes eleitos pelos seus povos, substituindo-os por militares ditadores, marionetes desejosas de vender o seu próprio povo a corporações americanas multinacionais?

Fizemos isso no Irã, quando os marines e a CIA depuseram Mossadegh, porque ele tinha a intenção de nacionalizar a indústria do petróleo. Nós o substituímos pelo Xá Reza Pahlevi, armamos, treinamos e pagamos a sua odiada guarda nacional, Savak, que escravizou e brutalizou o povo iraniano, para proteger o interesse financeiro das nossas companhias de petróleo. Depois disso, será difícil imaginar que existam pessoas no Irã que nos odeiem?

Fizemos isso no Chile. Fizemos isso no Vietnã.  (Texto Completo)

Bernard Law - Arcebispo de Boston

 

Decifrando e reconfigurando o sistema

 

Relatório Lugano

Mas a “solução” não poderia significar uma reabilitação de sistemas genocidas como o Holocausto, pois como dizem os especialistas do Relatório: “O modelo de Auschwitz é o contrário do que precisamos para atingir o objetivo. A seleção das "vítimas" não deve ser responsabilidade de ninguém, senão das próprias "vítimas". Elas selecionarão a si mesmas a partir de critérios de incompetência, de inaptidão, de pobreza, de ignorância, de preguiça, de criminalidade, e assim por diante; numa palavra, elas encontrar-se-ão no grupo dos perdedores.

Perigos -- Controle -- Impacto -- Conclusões -- Metas  -- Pilares

A conquista e a guerra -- A fome -- Prevenção  -- A peste

Quebra-cabeças -- In fine...

De repente o conhecimento começou a ser democratizado

O caminho para anomia - Ralf Dahrendorf

Sociedade e Liberdade - Ralf Dahrendorf

A luta pelo contrato social - Ralf Dahrendorf

A estupidez e o perigo das avaliações na/da universidade

Milton Santos: um negro que derrotou o sistema

Mário Schenberg: um físico de visão

Um estudante de filosofia

Buscando Rousseau, encontrando Hobbes - Ralf Dahrendorf

As classes e seus conflitos na sociedade industrial - Ralf Dahrendorf

Intelectuais - Norberto Bobbio

A sexta extinção - Arquivo X

Nossos amores são as nossas fraquezas

Música: Twist in my sobriety - Tanita Tikaran

Música: Eu quero sempre mais - Ira e Pitty

Comercial de perfume premiado em Cannes

Comercial Keep Walker - Andróide

 

Resistir é preciso

O PAC da educação não pode ficar empacado como o PAC da economia. Se o Presidente quer ver as obras saírem do papel terá que ir para o canteiro, acompanhar de perto o desenvolvimento. Juscelino foi morar no canteiro de obras de Brasília. Por isso a capital federal saiu do papel.

Risco-Judiciário

3000 pontos

Garantia de justiça: 0,1%

Garantia de injustiça:

99,9 %

Portanto, o judiciário não se relaciona com justiça, mas ao contrário, é uma instituição que garante as injustiças.


Pesquisa da Associação dos Magistrados Brasileiros

Clique aqui para ver a pesquisa

A imparcialidade do juiz e a validade do processo

Promotoria Privada Independente - uma ONG

O Juiz Nicolalau Gatuno estudou na Faculdade de Direito da USP

O erro do Juiz que mandou soltar os presos

Precisamos de uma Filosofia do Direito?

Advogados do bem

A venda de sentença é mais um negócio do capitalismo globalizado. A justiça virou um produto.

E, mais uma vez, quem tem dinheiro sai na frente, pois agora, talvez desde sempre, a justiça é mais uma mercadoria que se pode comprar na esquina, na internet, etc.

Se pessoas são vendidas, por que as sentenças e a justiça não seriam ?

E a tal segurança jurídica? O que acontece com ela depois dessa enxurrada de venda de sentenças ?

Agora está bem claro: quem tem poder econômico compra a sentença, compra a justiça, compra os juízes.

Será que os fazendeiros também estão comprando liminares para reintegrarem posses de fazendas improdutivas invadida pelos sem-terra?

Será que os madeireiros estão comprando liminares e sentenças para continuarem desmatando e derrubando as florestas?

Será que os industriais, os banqueiros, etc estão comprando liminares e sentenças judiciais que declarem as greves injustas e obriguem os trabalhadores a retornarem ao trabalho, garantindo, assim, a continuidade da escravidão e da opressão patronal ?

Será que os proprietários estão comprando liminares para despejarem as famílias que ocupam terrenos e prédios vazios nas cidades grandes?

Será que os corruptos estão comprando liminares para trancarem processos ou liberarem bens bloqueados pelos poucos juízes sensatos e coerentes?

Em todos esses casos o poder econômico, com sua infinita capacidade de corrupção, é uma das partes, enquanto na outra estão os hipossuficientes ou a coletividade.

Um Ministro do STJ custa R$ 1.000.000,00. Quanto custaria um Ministro do Supremo ?

A justiça brasileira é suspeita de prostituição. É injusta e está a venda.

O próximo passo será o leilão de sentença e de decisões judiciais. Quem paga mais, leva.

Quem acredita na justiça do judiciário brasileiro, também deve acreditar em Et de Varginha, saci-pererê, mula sem-cabeça, coelhinho da páscoa, papai noel, etc.

Coisas que não tem preço:

Juiz de primeiro grau, incluindo o oficial de justiça, R$ 50.000,00.

 

Juiz Federal, com um delegado Federal embutido, R$ 100.000,00.

 

Desembargador com atendimento 24 horas, R$ 500.000,00.

 

Ministro do STJ, incluindo o irmão, R$ 1.000.000,00.

 

Fazer Justiça com as próprias mãos não tem preço.

 

Tem coisas que não tem preço. As outras sentenças você compra com um Mastercard.

Frei Beto diz:

Os comunistas socializavam os bens de produção e privatizavam o sonho.

As economias neoliberais privatizam os bens de consumo e socializam o sonho.

Hoje, qualquer jovem de periferia ou de favela tem os mesmos desejos consumistas de quem tem dinheiro, mas ele não tem. Isso produz a violência na qual estamos imersos.

Por consideração aos docentes sensatos, coerentes e justos da Faculdade de Direito da USP, eu decidi remover alguns itens desse site, pois eu não acho correto prejudicar/atingir cidadãos decentes por causa de meia dúzia de vagabundos opressores que conspiram na sombra. Os justos não podem pagar pelos ímpios.

A internacionalização da Amazônia no Jogo Second Life

O Estado e a Revolução

Para Lênin, em princípio, há necessidade de inculcar sistematicamente nas massas a idéia de que a revolução violenta está na base de toda a doutrina de Marx e Engels... Sem revolução violenta é impossível substituir o Estado burguês pelo Estado proletário.

Essa teoria, de resto, é uma constante na obra dos teóricos políticos revolucionários de todos os tempos que viram a força, conseqüentemente a violência, como cerne do fenômeno do poder. Assim sendo, a possibilidade da utilização da força seria condição indispensável à politização dos atos humanos colimando o poder. (Texto Completo)

Incêndio no canavial

1 - Por que morrem os cortadores de cana ?

2 - A primeira Usina de Açucar na floresta Amazônica é da Coca-cola

Trabalhos Acadêmicos

1-Os desafios da Ética no mundo globalizado

2-Organização e controle no Estado Democrático de Direito

3-Estão matando negros no Brasil

4-O Terrorismo justifica limitações de Direitos Fundamentais?

5--Liberdade política e direitos individuais - primeira versão

6-Liberdade política e direitos individuais - segunda versão

7-Desobediência Civil na visão de Henry Thoreau e Hannah Arendt

8-O relato de fatos e a busca da verdade

9-Princípio da razoabilidade em matéria de benefícios previdenciários

10- Interpretação pós-positivista dos benefícios em geral

11-A ilegalidade da alta programada
no auxílio-doença

12-O auxílio-reclusão e a restrição da EC 20/98

13-Cumprimento de sentença e execução por quantia certa

14-Tratamento da Pessoa e dos Bens na Ordem Internacional

15- Direito do Comércio Internacional I

16-Constituições Econômicas do Brasil

17- Morte encefálica e transplante: aspectos jurídicos

18-Anotações de Direito Tributário II - Prof. Heleno Taveira

19-Questionário de Direito Tributário II

20-Resumo de Direito das Sucessões

21-Projeto - Drogas

22- Projeto - A Faculdade de Direito da USP na Era do Conhecimento: deficiências, desafios e potencial

Direito - USP

1-Introdução a Sociologia

2-Sociologia Jurídica

3-Teoria do Estado I

4-Introdução ao Estudo do Direito I

5-Introdução ao Estudo do Direito II

6-Teoria do Estado II

7-Direito Constitucional I

8-Teoria Geral do Processo

9-Clique aqui para ver todas as disciplinas

Frases de Propagandas

1- "Me ame ou me odeie. Mais ou menos é o que me incomoda. Cada um na sua".

2- "Alguns homens fazem o que outros apenas sonham".

3- "Se aparecer um sinal vermelho, não pare. É o sol se pondo".

4- "Não é para qualquer um. Mas você não é qualquer um".

5- "Se você não pode vencer o rio, junte-se a ele".

6- "A montanha é de pedra. E você?”.

7- "Um lugar onde a fronteira é a linha do horizonte".

8- "Existe um lugar onde a vida tem mais sabor".

9- "Existe um lugar onde o homem é dono do seu próprio destino".

10- "Eu sou um animal absolutamente emocional".

11- "Eu sou a minha própria invenção".

12- "A melhor parte da minha vida é o improviso".

13- "Ninguém muda nada se não acreditar que pode".

14- "Não quero passar pela vida sem um arranhão. Quero deixar minha marca".

15- "Eu coleciono amigos. O resto é descartável".

16- "Quando nada é certo, tudo é possível".

17- "Não há calibre capaz de matar uma idéia".

18- "Se ficar parado fosse bom, a melhor parte da balada seria a fila."

19- "As mulheres não consomem só os maridos".

20- "Duas razões prováveis para uma noite mal dormida: um colchão muito ruim ou uma mulher muito boa".

21- "Férias é uma palavra que está sempre no plural porque ninguém quer tirar uma só".

22-"Ainda bem que Isaac Newton não nasceu no Brasil. Imagine descobrir a lei da gravidade debaixo de um coqueiro".

23-"Se a miséria é triste em fotografia, imagine no estômago".

24- "Apressado come cru, pra dar tempo de repetir".

25- "Conversa. Uma das poucas coisas que você pode jogar fora sem dó".

26- "Por que as semanas demoram tanto e os anos passam rapidinho?"

27-"Segurança, conforto, estabilidade. Tudo que uma mulher procura em um homem e um homem procura em um carro".

28-"Quando o campo é pobre, a esperança vem morrer na cidade".

29-"Se flores fossem melhores do que jóias, a noiva jogava a aliança e não o buquê".

30- "Crie filhos, não herdeiros".

31-"Você pode dar uma festa sem dinheiro, mas não sem amigos".

32-"Para cada almoço de negócios faça um jantar à luz de velas".

Bolsistas: escravos dos grupos dominantes

Fuga de cérebros

A bolsa anual de um pesquisador em nível de mestrado (com recursos da própria universidade ou privados), nos Estados Unidos, fica, em média, em torno de R$ 100 mil por ano (aproximadamente R$ 10 mil por mês), além de o aluno receber ainda uma quantia extra para cobrir os custos da anuidade do curso e, na maior parte dos casos, também do alojamento universitário.

No Brasil, a bolsa anual de pesquisador no mesmo nível é de cerca de R$ 9.600 anuais, ou seja, R$ 800 por mês, sem nenhum outro benefício, sendo que, se esse mestrando estudar em alguma instituição particular de ensino, terá que pagar mensalidades do curso não inferiores a R$ 500.

Numa matemática muito elementar, concluímos que: o que o mestrando brasileiro recebe no ano, o mestrando nos Estados Unidos recebe no mês, e o que o mestrando nos Estados Unidos ganha por mês não é salário da maior parte dos professores doutores – que ainda não estão desempregados – no Brasil.

Texto completo - Fuga de Cérebro - NILCE DA SILVA - professora da Faculdade de Educação da USP

Conhecimento e oportunidade:

Democratização do conhecimento das universidades públicas;

Ensino público gratuito via internet;

Democracia Direta no legislativo;

Rede de assistência jurídica gratuita nas favelas e periferias;

Descriminalização das drogas.

Material didático

Direito

Política

Sociologia e Historia

Concursos Públicos Inglês e Francês  

A grande contradição do capitalismo

A sacralização da propriedade individual, à custa das diferentes formas da propriedade pública e da propriedade social, baseia-se em várias confusões grosseiras.

Em primeiro lugar, sobre a natureza do bem possuído: na verdade, colocam-se, ao mesmo tempo, no mesmo plano, os bens de uso pessoal, dos quais os indivíduos desfrutam sozinhos ou com sua família, e os meios necessários à produção (terra, imóveis, infra-estruturas produtivas, fábricas e estabelecimentos comerciais etc.).

A segunda confusão, muito mais grave, baseia-se no próprio conteúdo da relação de propriedade. Colocam-se, então, no mesmo nível, a posse de um bem que, de uma maneira ou de outra, provém do trabalho pessoal de seu proprietário, e a posse de um bem que resulta da apropriação privada do todo ou de parte de um trabalho social.

Um dos objetivos e principais resultados da desregulamentação e da privatização dos últimos 20 anos foi aumentar a esfera da propriedade privada.

No final dessa dupla confusão, a posse de uma habitação por um indivíduo, fruto de seu trabalho pessoal, é confundida com a propriedade privada de meios de produção (de empresas), que decorre da acumulação dos frutos do trabalho de dezenas e até de centenas de milhares de assalariados, durante décadas.

A forma capitalista de propriedade, sob a qual se realiza a dominação e a exploração do trabalho assalariado, pode então apresentar-se como a condição e o fruto da liberdade pessoal.

Confusões como essas, na verdade, mascaram a grande contradição que se encontra no cerne dessa apropriação privada do trabalho socializado, e que constitui a própria essência da propriedade capitalista. Contradição que não pára de se reproduzir em uma dimensão cada vez maior.

O capital socializa o processo de trabalho, organizando a cooperação dos trabalhadores em ampla escala, dividindo as tarefas produtivas entre eles, aumentando constantemente a parte do trabalho morto (matérias-primas e meios de trabalho) em relação ao trabalho vivo (salários, contribuições sociais...).

Dessa maneira, qualquer mercadoria – da lata de ervilhas até a refinaria monitorada por computador – é a materialização e a soma de inúmeros atos produtivos, distribuídos por todo o espaço mundial e por todo o tempo histórico.

É esse trabalho socializado que o capital encerra na propriedade privada, de modo que os resultados de uma imensa acumulação de operações produtivas sejam apropriadas por poucos indivíduos ou grupos sociais limitados.

Texto completo: Le Monde Diplomatique ---- 11/2006

O caminho é a educação

A educação não pode ser esquecida e nem deixada de lado nas ações do governo.

O tema da educação é transversal, ou seja, está presente e transpassa todas as áreas e instâncias do Estado e da sociedade.

Resenha do livro: Educação, um tesouro a descobrir

Livro: Educação, um tesouro a descobrir

Arquivo geral: tema educação

A destruição da Amazônia

A floresta amazônica é patrimônio de todos os brasileiros. Um patrimônio que está sendo dizimado e destruído dia após dia.

Quem está ganhando com essa destruição?

Se as terras da Amazônia pertencem, em sua maioria, ao Estado Brasileiro ou são reservas indígenas, como podem os estrangeiros adquirirem centenas de milhares de hectares de terras na região? Quem está vendendo essas terras? Com que direito?

Matrix

Agente Smith: Eu gostaria de lhe contar uma revelação que eu tive durante o meu tempo aqui. Ela me ocorreu quando tentei classificar sua espécie e me dei conta de que vocês não são mamíferos.

Isso porque todos os mamíferos do planeta entram em equilíbrio com o meio ambiente onde vivem. Mas os humanos não. Vocês humanos vão para uma área e se multiplicam, e se multiplicam, até que todos os recursos naturais sejam consumidos.

E a única forma de sobreviverem é indo para uma outra área, reiniciando o ciclo de destruição.

Há um outro organismo neste planeta  que segue esse mesmo padrão. Você sabe qual é ? Um vírus.

Os seres humanos não são mamíferos, mas sim vírus. São uma doença, um câncer neste planeta. Vocês são uma praga e nós somos a cura.

Casos famosos do mundo jurídico

A vingança

De fato, a vingança está exilada de nossas vidas, como se ela fosse um gesto que nos diminuísse, nos inferiorizasse, ou nos tornasse moralmente fracos. O ultrajado que ousa escolher o caminho da vingança é, entre nós, punido pelo Estado, pela religião e pela sociedade. Claro, fomos educados para perdoar e amar, ainda que o mundo nos apedreje...

O que todos escondem, no entanto, é que vivemos em uma sociedade hipócrita, na qual, de um lado, nos consumimos, impotentes e em silêncio, em nossos desejos de vingança, e, de outro, somos treinados, desde muito cedo, a reprimir o que sentimos, pois nos ensinam que seremos considerados bons e exemplares apenas quando nos comportarmos de maneira servil.

Quem é o melhor empregado? O que corteja, de maneira sóbria e gentil, equilibrando-se entre a subserviência e um falso ar de responsabilidade; ou mesmo o bajulador declarado, um tipo que é sempre vencedor.

Qual é o melhor cidadão? O que se submete às leis em cuja elaboração ele não foi - e jamais será! - chamado a opinar; aquele que se deixa escorchar pelas taxas e pelos impostos injustos ou abusivos, mentindo a si mesmo que, sim, o Estado nos suga, mas para beneficiar a todos igualmente; e o estúpido crédulo que, sentindo-se injustiçado, mas confiante nas leis, feitas apenas para uma minoria, contrata um advogado, abre um processo no Fórum mais próximo, e vê sua vida e suas economias definharem ao longo dos anos, enquanto a Justiça lhe sorri.

Qual é o melhor filho? O mais obediente, o mais submisso, o que acata todos os "nãos" como se fossem uma bênção; o que - semelhante a um cão - lambe as mãos de quem o castra e humilha.

Konstantin Gravos

(Texto Completo)

As máfias dos aumentos de salários no judiciário e no congresso

Revolução Negra

A coletividade é negra, ou seja, a maioria da população brasileira é composta por negros. Logo, o poder do Estado pertence aos negros. O poder do Estado tem que ser exercido pelos negros e em benefício dos negros.

Está na hora de acabarmos com a hegemonia e a tirania dos brancos sobre os negros.

Quando se faz uma boa ação, há sempre quem a ache má e se queixe, e quando se faz bem a uns, faz-se mal a outros!

August Strindberg

Joaquim Barbosa: um negro no STF

A resistência

A resistência tem que ser montada e construída na periferia, ou seja, dentro das favelas.

São nesses lugares que aglutinam e reúnem os excluídos e os oprimidos do sistema: pobres e negros.

Por isso a base do movimento de resistência tem que ser construída lá.

Não só isso, todas as favelas devem ser interligadas, conectadas e blindadas.

Em cada favela deve existir grupos e focos de resistência.

Milton Santos: um negro que derrotou o sistema

A estupidez e o perigo das avaliações na/da universidade

Mário Schenberg: um físico de visão

Um estudante de filosofia

Matrix

Oráculo: Acha que é o escolhido ?

Neo: Sinceramente não sei.

Oráculo: Sabe o que isso diz?(Aponta para a frase em cima da porta) É latim. Diz: "Conhece a ti mesmo." Vou te contar um segredo. Ser o Escolhido é como estar apaixonado. Ninguém pode te dizer se você está. Você simplesmente sabe e não tem dúvida nenhuma.

O Sonho

August Strindberg

O Poeta: ... tenho uma prece... uma súplica a fazer-te, Inês. Uma súplica a favor da Humanidade, dirigida, por um sonhador, ao senhor do mundo.

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Por que é que nasceste em dor ?
Por que é que fazes sofrer a tua mãe,
Filho dos homens, no momento mesmo
Em que lhe dás a alegria da maternidade,
A alegria de todas as alegrias ?
Por que é que despertas para o dia,
Por que é que saúdas a luz
Com um grito de dor e raiva?
Por que é que não sorris à vida,
Filho dos homens, se o dom da vida
Mais não é do que alegria ?
Por que nascemos nós como animais,
Nós que somos de raça divina e de descendência humana ?
O espírito, porém, exigira outras vestes
Que não estas, feitas de pó e sangue ?
A imagem de Deus deverá mudar de dentes ?
E eis que se inicia a corrida
Por sobre as sarças, os cardos e as pedras,
E se, por vezes, um caminho se abre,
É logo considerado proibido,
E se quiseres colher uma flor
Dir-te-ão que pertence a outro
E se um campo te corta o caminho
E se precisares de seguir em frente
Pisarás as sementeiras de alguém
Antes que outros pisem as tuas.
E assim se faça justiça.
Qualquer alegria que possas ter
Representará um desgosto para os demais
E a tua mágoa não fará a alegria seja de quem for;
E assim será o teu caminho até à morte
Quando outros homens vierem tomar o teu lugar.

Ralf Dahrendorf

O caminho para anomia

Sociedade e Liberdade

A luta pelo contrato social

Buscando Rousseau, encontrando Hobbes

As classes e seus conflitos na sociedade industrial

Norberto Bobbio

Quem é Norberto Bobbio

Democracia

Direito

Igualdade

Legalidade

Legitimidade

Razão de Estado

Justiça

Violência

Guerrilha

Intelectuais

Contratualismo

Constitucionalismo

Constituição

Michel Foucault

Vigiar e Punir

A ordem do discurso

Coletânea de textos de Michel Foucault

Textos de interesse filosófico

Tutorial: Aprenda a salvar videos do You Tube no seu computador

Artigos científicos do Instituto de Estudos Avançados da USP

Pensando com Hannah Arendt

O Sonho

August Strindberg

Inês -  Canto dos ventos:

Nascemos debaixo das nuvens do céu.

E os raios de Indra expulsaram-nos

Para a terra poeirenta.

E o restolho dos campos feriu-nos os pés.

E a poeira das estradas

E o fumo das cidades

Tivemos de suportar.

Cheiros pestilentos,

O bafio das cozinhas, os eflúvios do vinho...

Corremos sobre as águas do imenso oceano

Para agitar as asas

Encher os pulmões

E lavar os pés.

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Indra, Senhor do céu,

Escuta-nos !

Escuta os nossos suspiros!

Não, a vida não é pura

Se não for boa.

Os homens não são maus,

Mas também não são bons.

Vivem como podem,

Dia após dia.

Os filhos do pó caminham sobre o pó,

Pois dele nasceram

E a ele volverão.

Para pisar o chão dispõem apenas dos pés.

Mas não lhes foram dadas asas para voar.

E se estão cobertos de pó

De quem é a culpa ?

Será mesmo deles, ou tua ?

"Tenho tanto sentimento
Que é freqüente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada, 
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar."

- Fernando Pessoa

O Sonho

August Strindberg

O Advogado:

De manhã levanto-me com dores de cabeça.

É nessa altura que começo a fazer a revisão de tudo o que se passou no dia anterior, a recapitulação em sentido contrário, e tudo o que então me pareceu belo, tudo o que tinha sido agradável e espiritual, toma, na minha memória, um aspecto repugnante e estúpido !

O prazer apodrece, a alegria desvanece-se. Aquilo a que os homens chamam êxito acaba sempre por ser a causa das suas futuras contrariedades.

Foram os êxitos que conheci os causadores da minha perda ! Por instinto, os homens sentem sempre horror pela felicidade dos outros.

Acham injusto que o destino favoreça outro indivíduo em vez deles, e para restabelecer o equilíbrio deitam pedras para o jardim daquele...

O Sonho

August Strindberg

Inês:

És capaz de me dizer porque é que as flores crescem rápido no estrume?

O vidraceiro:

Crescem melhor assim, vê tu, porque tem horror ao estrume. A idéia delas é afastarem-se, o mais depressa possível, e aproximarem-se da luz, a fim de desabrocharem... e morrerem.

Para refletir

 "...É triste não ter amigos?

Ainda mais triste é não ter inimigos,

Porque, quem não tem inimigos,

É sinal de que não tem:

nem talento que faça sombra,

nem caráter que impressione,

nem coragem para que o temam,

Nem honra contra qual murmurem,

Nem bens que lhe cobicem,

Nem coisa alguma que invejem..."

(Voltaire)

Versos íntimos

Vês?! Ninguém assistiu ao formidável.
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão — esta pantera —
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!

O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Augusto dos Anjos

Alunos Bolsistas

Necessidade de uma organização de proteção aos bolsistas

Heranças vacantes, fonte de recursos para bolsas, estão sendo perdidas

Crimes e ilegalidades contra bolsistas na USP

O Sonho

August Strindberg

Inês:

Queres, realmente, conquistar a tua liberdade, ou não ?

O Oficial:

Para dizer a verdade... não sei. Em qualquer dos casos, terei de sofrer ! Todas as alegrias da vida se pagam com um desgosto duas vezes maior. Não sou feliz aqui, mas se tiver de comprar a minha liberdade, terei de pagar três vezes o seu preço... em moeda de dores !

Comportamento estratégico

O comportamento estratégico incita a pensar globalmente.

É necessário se distanciar de seu próprio ponto de vista.

A estratégia é criativa, mesmo na destruição.

As idéias são simples, mas difíceis de integrar na prática.

Deve-se prestar sempre muita atenção ao potencial.

Deve-se levar sempre em conta duas dimensões: espaço e tempo.

Sermão do mandato

Padre Vieira

O primeiro remédio que dizíamos é o tempo. Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba.

Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera ? São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas, que partem do centro para a circunferência, que quanto mais continuadas, tanto menos unidas.

Por isso os Antigos sabiamente pintaram o amor menino; porque não há amor tão robusto que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza, o desarma o tempo.

Afrouxa-lhe o arco, com que já não atira; embota-lhe as setas, com que já não fere; abre-lhe os olhos, com que vê o que não via; e faz-lhe crescer as asas, com que voa e foge.

A razão natural de toda esta diferença, é porque o tempo tira a novidade às cousas, descobre-lhe os defeitos, enfastia-lhe o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas.

Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor? O mesmo amar é causa de não amar, e o ter amado muito, de amar menos.

Teses e Dissertações

Capes

Scielo

UNICAMP

USP

UNESP

UFSC

UFRGS

UFPR

UFMG

Links importantes

ONU

OEA

OMC

Cruz Vermelha

STF

ABIN

Planalto

Senado

STJ

Normas Brasil

Normas SP

Normas USP

Frases

As convicções sãos as piores inimigas da verdade do que as mentiras (Anônimo).

Não poderemos resolver os problemas que nós criamos com o mesmo tipo de pensamento que os criou (Einstein).

O importante não é o que um homem diz de sua fé, mas o que essa fé faz esse homem realizar (Garaudy).

O valor de um pensamento não é o quanto ele é lógico, mas sim o quanto ele representa a realidade (Schenberg).

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Piadas Jurídicas

Um advogado e a sua sogra estão num edifício em chamas. O quer você faz primeiro: Vai ao cinema ou vai ao shopping?

Mais piadas--->>>

EUA, terrorismo e espionagem

Terror põe globalização sob ameaça

O Terrorismo é um meio de luta

Carta de um terrorista

Hollywood mostra "outro lado" do terror

O Terrorismo justifica limitações de Direitos Fundamentais?

Por que os terroristas atacam os EUA?

Artigos e textos que analisam o Terrorismo

Manual de terrorismo e guerrilha urbana

Artigos publicados pelo Departamento de Estado Norte-Americano

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Manuais do submundo

Global Crime

Crime-organizado

Contra-informação em rede

A arte da Guerra

GDDC - Direitos Humanos

USP - Direitos Humanos

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Guerrilha - Norberto Bobbio

Redes de guerra e resistência sem líder

A motivação dos guerrilheiros

Norberto Bobbio em destaque

A função social da pirataria e do contrabando

Alunos subversivos e suas ações

Houve um tempo nas Arcadas

Educação: realidade e utopia

Textos de contra-informação

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Manuais de espionagem e inteligência - Escuela de las Americas

Uma lei contra a espionagem

Abin violava (ou ainda viola) o sigilo fiscal dos brasileiros

Breve histórico dos Serviços de Inteligência e da Abin

Regime Político e Sistemas de Inteligência no Brasil

Inteligência Brasileira: mudança, estrutura e controle

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75% dos norte-americanos são analfabetos funcionais

Entendendo a educação americana

A Universidade americana

Falhas no modelo norte-americano de educação

EUA avançam contra direitos dos cidadãos

Governo americano espiona os internautas

A espionagem americana

Dossiê EUA - Revista de Estudos Avançados da USP

Nada é impossível de mudar

Berthold Brecht

Desconfiai do mais trivial,
na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceiteis o que é de hábito
como coisa natural,
pois em tempo de desordem sangrenta,
de confusão organizada,
de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural
nada deve parecer impossível de mudar.

Leonildo Correa - OCW Br@sil - Direito USP - Mapa do Site

(...) Mas o que ocorreria ao mundo se cada um de nós pudesse exercer, sem censura ou medo, as suas pulsões de vingança, por mais cruéis que elas fossem? Regrediríamos, certamente, ao que os filósofos chamam de "estado de natureza", o suposto estágio que antecede o início deste em que vivemos, e que os filósofos apreciam chamar de "contrato social". Um contrato de cláusulas leoninas, segundo as quais a imensa maioria deve servir e apodrecer na miséria, na fome e na doença, enquanto uma minoria legisla e governa em causa própria, além, é claro, de enriquecer. E denominamos esse estado de absoluta discrepância de poderes com um outro adorável eufemismo: "democracia". Uma palavra que de tão falsa chega a me provoca<>r pruridos anais...

As regras, como vemos, são muito simples: eu te exploro e você me agradece (ou, como é o costume, finge agradecer). Se, por alguma incontrolável razão, você decidir se vingar... bem... para isso existem as prisões e os hospícios.

(...) E a história não nos desampara neste momento: compulsemos os melhores tratados e veremos que a verdade só triunfa quando escolhe, como aliada, a violência. Os servos só deixaram de ser espoliados quando encostaram a faca na garganta dos seus opressores. Da mesma forma, certamente também nós guardamos a lembrança dos poucos momentos em que ousamos erguer a cabeça e nos revoltamos. Aqueles minutos de prazer, semelhantes em tudo a uma deliciosa sucessão de orgasmos, foram os únicos em que ousamos ser verdadeiros, e são eles, hoje, que nos salvam do completo embotamento. (Konstantin Gravos - Texto Completo)